Pesquisa sobre LGB religião e suicídio e notícias da semana


Live feito pelo FB sobre uma pesquisa realizada a respeito da relação entre religião com pregação homofóbica e suicídio de lésbicas, gays e bissexuais.


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Estudo comentado no vídeo:


Estudo alerta para a ligação entre religião e suicídio de jovens LGB
Publicado em 21 de abril de 2018

Um estudo alertou sobre a ligação entre suicídio entre jovens LGB (lésbicas, gays e bissexuais) e ensinos religiosos que não apoiam sua identidade.
A pesquisa publicada no mês passado numa revista de ciência chamada American Journal of Preventative Medicine destacou a conexão significativa entre ensinos religiosos anti-LGBT e o suicídio entre jovens LGB para os quais a religião tem importância. 
Um dos coautores do estudo, John R. Blosnich, disse ao HuffPost que grupos religiosos anti-LGBT podem ser profundamente danosos.
Ele disse: “Grupos religiosos que estigmatizam pessoas LGBT deveriam estar cientes do dano potencial que eles podem causar a indivíduos e famílias, e honestamente o dano que que eles podem causar a si mesmos como organização.”
Os dados do estudo foram compilados pela Universidade do Texas e pesquisou 21.000 estudantes universitários.
Tradicionalmente, uma forte ligação com a religião é vista como sendo responsável por reduzir o risco de suicídio na população em geral, mas esse estudo descobriu que acontece o oposto com jovens LGB.
2,3 por cento dos estudantes pesquisados se identificaram como gay ou lésbica; 3,3 por cento se identificaram como bissexuais, e 1,1 por cento relatou estarem questionando sua sexualidade.
Perguntou-se aos estudantes qual era a importância da religião ou da espiritualidade deles para o seu senso de self.
O estudo descobriu jovens lésbicas e gays cuja religião tinha um papel importante para eles tinham mais risco de se sentirem suicidas. Havia também um risco maior de tentativa de suicídio.
O estudo encontrou números semelhantes ao de outro estudo feito anteriormente sobre o risco de suicídio entre jovens LGB.
3,7 por cento dos alunos heterossexuais estudados reportaram terem considerado o suicídio recentemente.
Os índices de pensamentos suicidas entre alunos LGB foram consistentemente maiores do que de seus colegas heterossexuais, com 16,4 por cento dos alunos entrevistados experimentando pensamentos suicidas.
11,4 por cento dos alunos bissexuais reportaram terem pensado sobre suicídio recentemente, comparados a 6,5 por cento dos alunos que são lésbicas e gays. 

Quando a informação foi comparada, o estudo descobriu que as lésbicas que disseram que a religião delas era importante para suas identidades eram 52 por cento mais propensas a pensarem sobre cometer suicídio.
Alunos que disseram estarem questionando sua sexualidade e acharem que a religião era importante para eles eram três vezes mais propensos a tentarem suicídio quando comparados aos seus colegas heterossexuais.
Esse estudo ecoa uma pesquisa sobre o mesmo assunto anteriormente. Um relatório publicado por The Oasis Foundation ligava ensinos da igreja sobre relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo a problemas de saúde mental afetando pessoas LGB.
Esse relatório concluiu que a homofobia propagada por líderes de igreja tornam pessoas LGB mais propensas à automutilação e até mesmo a contemplarem o suicídio.
Um estudo americano de 2014 descobriu que metade das garotas bissexuais e lésbicas eram propensas a ter tratamento médico profissional como resultado de uma tentativa de suicídio.
Muito da pesquisa que considera o suicídio entre jovens LGB exclui jovens transgêneros e não-binários porque os dados são mais difíceis de coletar.
Nesse estudo recente, 0,2 por cento das pessoas pesquisadas se identificava como trans, o que não oferece amostra suficientemente grande para o estudo.
Todavia, um estudo conduzido pelo National Centre for Transgender Equality em 2016 descobriu que das 17.715 pessoas transgêneras pesquisadas, 40% haviam tentado suicídio.


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Links citados:

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