Parlamento Europeu condena a terapia de "cura" gay e insta os países membros da União Europeia a proibi-la.


Por
Nick Duffy
Para o Pink News 

Tradução e adaptação por Sergio Viula



(Photo by EMMANUEL DUNAND/AFP/Getty Images)



O Parlamento Europeu votou majoritariamente pela condenação da terapia de "cura" gay e exortou os países membros a proibirem essa prática danosa.

Foram 435 votos pelo banimento da desacreditada prática contra 109.

Especialistas concordam esmagadoramente que tentativas de "curar" a homossexualidade são fúteis, equivocadas e geralmente extremamente danosas (em inglês, aqui). Tentativas de forçar as pessoas a reprimirem sua sexualidade têm sido vinculadas à depressão, auto-mutilação e até suicídio.
Aplicar terapias de "cura" a menores de idade já é ilegal em nove estados dos Estados Unidos. Esse número continua crescendo, assim como na Suíça, Malta, Taiwan, duas províncias canadenses, e no estado australiano de Victoria.

O Parlamento Europeu se pronunciou sobre o assunto no dia primeiro de março deste ano (quina-feira passada) quando deu sinal verde a uma emenda que de desautoriza práticas de "cura' gay.

A emenda diz: “[O Parlamento Europeu] acolhe iniciativas que proíbam as terapias de conversão de pessoas LGBTI e que proíbam a patologização das identidades trans, e exorta todos os Estados Membros a adotarem medidas semelhantes que respeitem e garantam os direitos à identidade de gênero e à expressão de gênero”.

Foi a primeira vez que o Parlamento Europeu publicou uma desaprovação específica às terapias de conversão.

A votação veio como uma emenda ao relatório anual do Parlamento sobre a situação dos direitos fundamentais na União Europeia, que mais tarde foi adotado.

O relatório também condena a discriminação contra pessoas LGBT, e convoca a que se faça "a inclusão nos currículos escolares da educação sobre o valor da tolerância" para abordar a discriminação anti-LGBT e outras.

O relatório cujas emendas foram votadas na ocasião também inclui exortações à Comissão e aos Estados Membros a que garantam liberdade ao movimento em favor dos casais homoafetivos e suas famílias, enquanto uma seção sobre direitos trans "convoca os Estados Membros a reconhecerem a mudança de gênero e a proverem acesso rápido, acessível e transparente aos procedimento de reconhecimento de gênero sem requerimentos médicos tais como a cirurgia de esterilização”.

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