CASINHA: Casa de Acolhida e Cultura LGBT. Conheça.

Twitter: @casinhaacolhida


O Brasil é o país que mais mata cidadãos LGBT no mundo. Só neste ano a homofobia já fez 117 vítimas de homicídio no país. Em 2016, um LGBT foi morto a cada 25 horas no Brasil. Apenas no Rio de Janeiro, 30 pessoas LGBT foram vítimas de homicídio no ano (1).


Segundo apuração feita pelo Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos e do Grupo Arco-Íris (2), 36% dos entrevistados já sofreram assédio sexual, estupro ou outras formas de violência sexual. No relatório de atendimento do Disque Cidadania LGBT (3) 22% dos atendimentos realizados em 2012 se referem a violência doméstica ou familiar, e cerca de 1.100 pessoas atendidas buscavam informações sobre alternativas de abrigo para casos de desalojamento da residência familiar.

A Casinha pretende atender às necessidades de pessoas LGBT em situação de vulnerabilidade social no Rio de Janeiro. A proposta é oferecer local de acolhimento a jovens LGBTs expulsos de casa. Na página da Casinha serão divulgadas informações sobre os avanços do projeto (documentos, arrecadação, execução, etc), além de de postagens informativas sobre a realidade LGBT.

Atuando como uma associação sem fins lucrativos, a Casinha será um espaço físico composto por dois ambientes: a Casa de Acolhida e um Centro Cultural aberto ao público. Nosso intuito é equipar esses jovens com ferramentas para o (re)ingresso no mercado de trabalho e (re)conquistar sua independência financeira.

Gostou do projeto? Quer ajudar? Curta a página para saber como – aqui divulgaremos informações sobre os progressos e como você pode apoiar o projeto! 

Divulgue para seus amigos, toda ajuda é importante.


Se quiser falar com a Casinha, manda uma mensagem para a página ou por e-mail: casinha.faleconosco@gmail.com

Casinha

Fontes:

(1) https://homofobiamata.files.wordpress.com/2017/01/relatc3b3rio-2016-ps.pdf
(2) http://www.clam.org.br/uploads/arquivo/RetratosDaPoliticaLGBT_RJ_Miolo_170526.pdf
(3) http://www.clam.org.br/uploads/arquivo/RetratosDaPoliticaLGBT_RJ_Miolo_170526.pdf




Natália Pasetti


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COMENTÁRIO DESTE BLOGUEIRO

Tomei conhecimento da existência desse projeto na MARCHA CONTRA A CURA GAY ontem. Enquanto Andre e eu caminhávamos pela Av. 1º de Março, no Rio de Janeiro, um jovem simpática nos entregou um adesivo com a logo do projeto CASINHA (Centro de Acolhida e Cultura para pessoas LGBT em situação de vulnerabilidade). Prometi que procuraria saber mais sobre o projeto e divulgaria aqui. Aí, está.

Pessoas LGBT sem teto são geralmente ainda mais vulneráveis que outras pessoas nas mesmas condições que não são LGBT. Além disso, muitas delas acabam indo parar na rua por causa de LGBTfobia doméstica - uma das maiores violências que uma pessoa pode passar por ser praticada dentro do ambiente mesmo que deveria protegê-la e ao qual ela devia recorrer quando em perigo.

Por isso, visite o grupo. Veja o que você pode fazer para colaborar. Divulgue o projeto. Compartilhar esse post já é um começo. Obrigado.




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