A Alemanha começa a receber gays que fugiram do expurgo homofóbico da Chechênia

Angela Merkel - Chanceler Alemã




Por Nick Duffy
Para o Pink News - 08 de junho
Adaptado por Sergio Viula



A Alemanha abriu as portas para os homens gays que fugiram do expurgo LGBT na Chechênia. Em abril, o jornal russo Novaya Gazeta reportou sobre a perseguição homofóbica que havia sido deflagrada na região, que é autônoma em relação à Rússia, mas faz parte da Federação Russa. Os jornalistas que revelaram a história foram forçados a se esconderem depois que foi declarada "Jihad contra eles".

Enquanto isso, grupos LGBT entraram em ação para ajudar as pessoas LGBT a escaparem daquela região e da Rússia. A resposta russa às repetidas exortações internacionais para investigar o caso tem sido praticamente nula.

Essa semana, a Alemanha agiu concretamente para aceitar um refugiado da Chechênia. De acordo com The Local, um oficial do Ministério para Assuntos Estrangeiros confirmou que "um visto foi emitido e a pessoa pôde entrar na Alemanha em 6 de junho". 


O Ministério disse ao jornal alemão Tagesspiegel: “Estamos felizes em poder ajudar, especialmente em casos difíceis. Em cada caso, o governo alemão verifica que proteção significativa pode ser concedida no interesse da pessoa afetada."

O país provê vistos em caso de "situações humanitárias urgentes" para pessoas em risco.

O caso acontece depois que Angela Merkel, chanceler alemã, levantou o assunto numa conferência de imprensa em dupla com Vladimir Putin.

Ela disse: "Acreditamos em intercâmbio mesmo que haja diferenças de opiniões. Falamos sobre os direitos e opiniões da sociedade civil aqui na Rússia. O direito de protestar é importante numa sociedade civil, e também destacamos os papéis das ONGs. Temos recebido relatório negativos sobre o modo como os homossexuais são tratados na Chechênia em particular, e eu pedi ao Presidente Putin que use sua influência para [ajudar] as pessoas gays na região."

Putin não respondeu aos comentários dela.

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