Primeiro ano de casados.

Por Sergio Viula




Escrevo esse post no dia 27 de março de 2017. É segunda-feira - um dia que desanima a maioria das pessoas, mas que também é o começo de um novo ciclo semanal para os que têm a sorte de não trabalhar domingo. 

Você deve estar se perguntando o que torna esse dia especial para mim, então.

É que nesse 'nesse dia' ano passado (nenhum dia é igual a outro, na verdade), eu e Andre curtíamos nosso primeiro domingo casados. Ele chegou na sexta-feira, dia 25, e tivemos um final de semana maravilhoso! Finalmente, a saudade que sentíamos pela distância em que nos encontrávamos - ele em Belo Horizonte e eu no Rio - havia sido aplacada.

De lá para cá, temos vivido dias maravilhosos juntos, apesar de nossa luta ser a de todo brasileiro: Sobreviver num país de incertezas e de mesquinha exploração da classe trabalhadora por parte de governos e empresários corruptos e egoístas. Mas, como diz o ditado, a união faz a força. De fato, fazemos muitos mais juntos do que se estivéssemos separados.

Ao longo desse ano, Andre conseguiu emprego, eu terminei o mestrado, ele se entrosou muito bem com a minha família, e eu com a família dele, aproveitamos nosso tempo livre de muitas maneiras, militamos em prol de direitos LGBT e contra os golpes que vêm sendo impetrados, um após o outro, contra o povo brasileiro, geralmente em nome de uma suposta superação da crise, que nada mais é do que pretexto para sucateamento dos serviços públicos. A UERJ que o diga. Mas, não é só ela. Ela é apenas um dos mais visíveis e gritantes exemplos do que a corrupção de agentes públicos pode fazer contra o povo e seu patrimônio. 

Um breve panorama do que 'aprontamos' no último ano pode ser visto nos links que seguem esse post. Confira.

Hoje, antes de sentar para escrever, fiz café para ele. Como sempre saio para trabalhar mais tarde, e posso usar esse tempo para adiantar alguma coisa enquanto ele toma banho, faz a barba e se arruma, preparei café e dois sanduíches de queijo branco na chapa. Singelo, mas suficiente. Conversamos entre a vontade de voltarmos para a cama e a necessidade de trabalhar. Comentamos sobre o dia de ontem, de hoje e sobre nós mesmos. Tudo muito simples, mas sempre especial quando estamos juntos. E quem diria? Um ano se passou desde que juntamos nossas escovinhas de dentes. ^^  


Para ver os posts publicados ao longo desse ano e que contam um pouco da nossa trajetória, basta clicar nas fotos. 



Quando um anúncio da Trivago muda a sua vida.


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Contagem regressiva para a chegada e poesia



A chegada e a primeira semana

A primeira visita aos pais dele em Belo Horizonte

Fomos à Parada de São Paulo (2016)

Assistimos o pocket show de Claudio Pfeil juntos

Assistimos "Amores Santos" no Rio Festival de Cinema Gênero e Sexualidades (2016)

Estivemos na Parada de Belo Horizonte (2016)

Protestamos durante as Olimpíadas (2016)

Trocamos carinho através do Facebook. 
OBS: Hoje, não tenho mais essa conta, mas a mensagem está aí.
Basta clicar na foto.

Em meio a leituras obrigatórias para o mestrado,
fiz uma pausa para a poesia.

Rimos muito em casa no dia em que o Cunha caiu.

A gente curte vinho. ^^

Uma curiosa crônica da vida real
O dia em que entregaram a máquina de lavar aqui em casa.

O dia em que a gente participou da Bus Party da Smirnoff.
Depois, TV BAR.

Parada do Orgulho LGBT de Copacabana (2016)

Reunião de prestação de contas do Rio sem Homofobia (2016)

Uma segunda-feira com cara de domingo em Piratinga. Foi logo 
depois que eu entreguei minha dissertação para qualificação. Veja
o dia da defesa AQUI e a comemoração com Andre, minha irmã
e minha cunhada.

Cinema: Assistimos Logan e Moonlight no mesmo dia.

A Bela e a Fera: Nós vimos!

Assistimos Gisberta no CCBB. Comovente.


Na verdade, vivemos muito mais coisas do que essas que estão postadas acima, mas esses registros são uma recordação "blogada" de alguns dos momentos mais memoráveis. A vida, porém, é muito mais do que essa agitação toda, ela é também sentar no sofá e comer pipoca, deitar na cama e conversar até pegar no sono, mas também tem seu lado chatinho: Fazer faxina em casa, lavar louça, colocar roupa na máquina e esperar para estender uma por uma no varal... Sim, a vida de todos os mortais pode variar aqui e ali, mas é basicamente a mesma. A diferença está na felicidade que sentimos em ser quem somos e viver como vivemos - e isso inclui quem amamos e como vivemos esse amor. 

Por enquanto, é só. Mas, a gente vai registrando o que for vivendo e vai compartilhando. É preciso falar de amor. O mundo já tem ódio demais.

Desejo uma ótima semana para todos, todas e todes! ^^

Um beijo especial para Andre, que me faz (ainda mais) feliz.

Comentários

  1. Eu só posso agradecer pela generosidade de vocês de ao longo desse ano terem compartilhado esse amor conosco. Eu sou meio bronca para essas coisa, mas, acompanhando a história de vocês aprendi mais um pouco sobre o real significado do amor. Por isso, sem nenhum pudor digo que amo vocês dois. Parabéns!

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    1. Cecília, sua linda, é recíproco. Nós também amamos você e aprendemos muito contigo. Obrigado por sua amizade.

      Beijos coloridos,
      Sergio

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