EUA: Mais de 100 prefeitos se unem contra a discriminação aos LGBT dias antes do discurso inaugural.

Mais de 100 prefeitos se unem contra a discriminação aos  LGBT dias antes do discurso inaugural. 



WASHINGTON, D.C. — Dois dias antes do presidente eleito Donal J. Trump inaugurar seu governo, 175 prefeitos de 42 estados se uniram na quarta-feira para enviar uma mensagem: Eles garantirão proteção aos cidadãos LGBT localmente, mesmo que elas não sejam promovidas federalmente.
O evento foi lançado por uma coalização bipartidária de prefeitos dedicada a prover apoio e recursos para assistir governos locais que queiram aprovar garantias à população LGBT. A coalizão criou um site na Internet que roteiriza os passos que o grupo vai dar, incluindo "encabeçar proteções em nível municipal para as pessoas LGBT", "proibir viagens não essenciais a estados com leis anti-LGBT" e "apoiar leis locais de reforço a treinamento de inclusão LGBT." 
Os co-diretores da coalizão incluem o prefeito Muriel Bowser do Distrito de Columbia em Washington, o prefeito Jim Kenney da Filadélfia, o prefeito Ed Lee de São Francisco e o prefeito assumidamente gay Ed Murray de Seattle.
O Centro para o Progresso Americano anunciou no encontro que emitirá um relatório explicando a variedade de opções para ações não legislativas que os governos locais podem executar com vistas a proteger as pessoas LGBT. Por ora, apenas 32 estados provêm proteções LGBT. Incluída na lista estão as proteções contra a discriminação para os funcionários do município e do condado e em serviço público; prevenir a discriminação e expandir as oportunidades através de garantias e contratos; e estabelecer alianças, comissões, e comitês de consultoria.
O anúncio vem dias antes de pelo menos 60 legisladores democráticos dizerem que não participarão da inauguração de Trump em protesto contra os ataques do presidente sobre o ícone dos direitos civis Rep. John Lewis. Também vem depois que 156 oficiais LGBT eleitos escreveram uma carta aberta na sexta-feira para o presidente eleito Trump, pedindo-lhe que avance a igualdade LGBT. "Como representantes da comunidade LGBT, nós consideraremos sua administração responsável por ações que infrinjam nossos direitos e oportunidades, e nos oporemos às pessoas designadas pelo presidente que denigram ou firam nossa comunidade", diz a carta.
O projeto de lei 2 da Carolina do Norte (que trata sobre o uso de banheiros de acordo com o gênero) foi referenciado várias vezes durante o encontro por prefeitos como um exemplo do que pode acontecer à economia de um estado e à população quando a discriminação é legalizada. A Carolina do Norte perdeu, de acordo com relatos, 329,9 milhões de dólares em arrecadação e mais de 730 empregos. Os prefeitos expressaram preocupação de que o mesmo pudesse acontecer no Texas se o estado aprovar um projeto de lei anti-LGBT protocolado recentemente. 

A prefeita de Charlotte, Jennifer Roberts, que foi muito cotada na reunião, disse ao The Advocate que ela espera que a coalizão produza proteções LGBT em nível nacional. Roberts disse que a mudança sempre vem em nível local e que depois estimula esforços nacionais. 
"Existem muitas coisas com as quais esse país ainda luta e, infelizmente, a campanha do presidente eleito inflamou algumas das que nos dividem," disse Roberts. "Tenho esperança de que os prefeitos se levantarão e dirão que não é certo no século 21, e que não é bom para os negócios, não é bom para a moralidade, não é bom para o bem-estar das pessoas." - disse Jennifer Roberts a respeito da discriminação contra pessoas LGBT.

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