Centro habitacional pra jovens LGBT é inagurado em Washington D.C.. Veja que iniciativa linda!









(Todas as fotos são de WTOP/Jenny Glick)





Escrito por Jenny Glick para o WTOP
Traduzido por Sergio Viula

WASHINGTON — No sábado, dia 07 de janeiro, o prefeito da capital americana Muriel Bowser inaugurou o centro de residência temporária no nordeste do Distrito de Columbia. O centro atende a jovens que são gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros.

Em 2015, um censo demonstrou que existem 330 jovens sem-teto no Distrito, sendo metade deles LGBT, disse Bowser.

Laura Zeilinger, diretora de serviços humanitários de Washington D.C. disse  que isso não é exatamente uma surpresa, considerando-se os desafios que eles enfrentam.

“Rejeição familiar e outros problemas em torno da orientação sexual deles são realmente a causa primária para essas pessoas se tornarem sem-teto", disse Zeilinger.

O novo centro habitacional tem piso brilhando, tinta fresca e equipamentos totalmente novos. A casa foi construída com a ajuda de uma multidão de voluntários e móveis doados pelo IKEA no valor de mais de 15 mil reais.

Nick McCoy, um ativista que também já foi um sem-teto, disse que acredita que o espaço seguro servirá como uma importante ponte para que adolescentes LGBT que passarem um tempo ali, "onde sair do armário e viver sendo eles mesmos não impede que eles tenham um lar ou abrigo", disse McCoy.

Durante a inauguração, Bowser disse que o esforço foi parte do plano estratégico do “Homeward DC” para combater o desabrigamento no distrito.

“Vamos mostrar ao país, e vamos mostrar ao mundo como protegemos os valores de D.C. [isto é, do Distrito de Columbia],” disse Bowser.


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COMENTÁRIO DESTE BLOGUEIRO

O prefeito e a comunidade de Washington agiu rápido. Havia 330 jovens sem teto no Distrito de Columbia e o Distrito já conta com esse lindo espaço de resgate que trata os jovens atendidos ali com o principal: DIGNIDADE.  

No Rio de Janeiro, existem mais de 14.000 pessoas vivendo na rua. Só no município do Rio! Muitas dessas pessoas são menores de idade. Estima-se que um grande número seja de jovens LGBT. 

Em São Paulo, a situação não é muito diferente. Há pouco tempo, o blog Fora do Armário trouxe aos seus leitores um texto publicado nos EUA sobre um movimento de ocupação que passou a convidar jovens LGBT para morar com eles nos prédios vazios e ocupados de SÃO PAULO. A matéria pode ser lida aqui: Sem-teto: Invasores brasileiros oferecem abrigo contra violência anti-gay.


Todas as pessoas desabrigadas precisam ser ajudadas, mas a vulnerabilidade de um jovem LGBT e a dificuldade que ele vai ter para sair da condição de desabrigado são ainda maiores porque a LGBTfobia não apenas o empurra para a rua, mas também impede que ele saia dela. 

O Movimento LGBT precisa prestar muita atenção a isso e se mobilizar para pressionar as autoridades e mobilizar a sociedade civil para a resolução desse problema nas cidades do Brasil.

Muitas vezes, a mobilização de indivíduos e famílias que são acolhedores e sabem respeitar a individualidade desses jovens já evita maiores tragédias. Conheça a emocionante história desse adolescente gay e sua nova família.

Gente famosa e/ou rica pode ajudar também. Cindy Lauper tem feito um trabalho maravilhoso em Nova York. Tomara que essa iniciativa inspire outros: Centro LGBT / Cyndi Lauper - deixe de lado o que já leu e assista esse vídeo.

Agora, dizer que família é tudo é um chavão que não faz sentido em muitos, muitos casos mesmo. Há poucos dias, um adolescente gay foi esfaqueado até a morte pela mãe e por dois homens contratados por ela, tendo com a conivência do padrasto: QUATRO ADULTOS, FACAS, UMA CASA ONDE ELE MORAVA e NINGUÉM PARA SOCORRÊ-LO. O garoto estava na casa da avó, mas a mãe fingiu ter feito as pazes com ele depois de um suposto desentendimento e pediu que ele voltasse para casa. O menino acreditou. Assim que entrou em casa, seus assassinos já esperavam por ele. 

Esse, porém, é um caso extremo de violência doméstica contra um jovem gay, que não conseguiu escapar da morte pelas mãos sanguinárias da própria mãe. Não é, porém, o único. Nesse post aqui eu conto casos meus e de outras pessoas que conversam comigo sobre dramas que enfrentam em suas famílias. Nenhum deles resultou em morte, mas provocou muito sofrimento. Ninguém tem um problema por LGBT, mas por ter familiares, colegas de turma ou de trabalho que são LGBTFÓBICOS. Leia: Família é tudo, uma vírgula! - casos meus e de outros

HOMOFOBIA,
LESBOFOBIA,
BIFOBIA,
TRANSFOBIA,
E OUTRAS FORMAS DE PRECONCEITO COMO ESSAS
MATAM, DESABRIGAM, FAZEM SOFRER.

Não tolere o preconceito, mesmo quando ele parecer inofensivo. Não aceite as cínicas justificativas dos que minimizam a seriedade do preconceito e da discriminação contra orientação sexual e identidade de gênero. 



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ATUALIZAÇÃO EM 25/01/17

São Paulo acaba de ganhar uma casa de acolhimento para jovens LGBT vítimas de violência é inaugurada em São Paulo http://bit.ly/2jphcjs 

Confira!!!! 



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