Famílias de três vítimas do atentado à Boate Pulse em Orlando processam Facebook, Twitter e Google

Por Sergio Viula
Com informações do The Huffington Post

Vigílias se multiplicaram em solidariedade aos mortos no ataque terrorista LGBTfóbica à Boate Pulse e às famílias.

Famílias de três vítimas do atentado à Boate Pulse em Orlando processam Facebook, Twitter e Google.

O processo alega que as gigantes da tecnologia providenciaram "material de apoio" ao Estado Islâmico

A reportagem me chegou através do The Huffington Post (Queer Voices) hoje mesmo, 20 de dezembro, e foi escrita por Rebecca Shapiro, editora-senior do jornal.

SANDY HUFFAKER VIA GETTY IMAGES


O ataque à boate Pulse tendo como alvo a comunidade LGBTQ (lésbicas, bays, bissexuais, transgêneros e queer), ocorrido em 12 de junho deste ano, deixou 49 pessoas mortas e 53 feridas.

As famílias das três vítimas no massacre executado na boate Pulse, em Orlando, abriram um processo contra as três gigantes da tecnologia, alegando que elas proveram "apoio material" ao grupo militante Estado Islâmico (ISIS), conforme reportou a Fox News na segunda-feira.

As famílias de Tevin Crosby, Javier Jorge-Reyes e de Juan Ramon Guerrero protocolaram uma queixa no distrito oriental de Michigan contra o Facebook, o Twitter e o Google (YouTube) por supostamente proverem plataformas que influenciaram a radicalização do atirador Omar Mateen.

Durante suas negociações com a polícia, encurralado por esta na boate, Mateen disse que o ataque contra a Pulse era um protesto contra os ataques dos EUA sobre alvos do Estado Islâmico no Iraque e na Síria. O atirador Mateen não era membro do Estado Islâmico, mas jurava fidelidade ao grupo.

“Sem os acusados Twitter, Facebook, e Google (YouTube), o crescimento explosivo do ISIS nos últimos anos, tornando-se o mais temido grupo terrorista no mundo, não teria sido possível", alega o processo, de acordo com a Fox News.

Leis federais como o Communications Decency Act de 1996 protegem empresas como o Facebook, o Twitter, o Youtube e muitas outras empresas de serem consideradas responsáveis pelos pronunciamentos feitos por seus usuários através de suas plataformas. Apesar de empresas como o Twitter terem trabalhado para suspender contas que parecem afiliadas ao Estado Islâmico ou que o apoiam, as lei federal americana protege as gigantes das redes sociais de serem consideradas responsáveis por tais pronunciamentos.

O jornal USA Today relata que as três famílias são representadas pelo mesmo advogado que defende a família da estudante universitária da Califórnia Nohemi Gonzalez, que foi morta nos ataques terroristas em Paris no ano passado. A família de Gonzalez também está processando o Twitter, o Facebook e o Google.

O jornal The Huffington Post informa que procurou o Twitter, o Facebook e o YouTube para que comentassem a notícia, mas ainda não obteve resposta. Eles atualizarão as informações assim que obtiverem resposta ou que ocorram novos desdobramentos sobre o assunto.

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