Uma aluna transgênero conquistou o direito de usar o uniforme feminino numa escola católica

A escola católica agora receberá treinamento sobre como lidar com alunos trangêneros



Originalmente escrito em inglês por Joe Morgan
para o Gay Star News
Traduzido por Sergio Viula


Lily Madigan, 18 anos, foi enviada para casa pela escola católica St Simon em Maidstone, condado de Kent, na Inglaterra, quando ela apareceu no colégio vestida com um uniforme feminino no início deste ano.

‘Eu decidi ir vestida de acordo com o código de vestimenta para garotas - o que basicamente significa que eu estava usando uma blusa em vez de uma camisa", disse ela.

‘Isso me fez tão feliz, até que eu fui mandada para casa".

Sem deixar barato, o jornal The Metro noticiou, Madigan contratou um advogado para lutar por seu território."

Depois de um abaixo-assinado apoiando sua causa, o qual recebeu mais de 200 assinaturas, o advogado informou à escola sobre os detalhes do Equality Act (Lei da Igualdade) de 2010, que declara que uma pessoa "não pode ser discriminada" por ser transgênero.

A escola se desculpou, dizendo a Madican que ela poderia usar o uniforme escolar para garotas e usar o banheiro e o vestiário certos. 

Estou muito feliz com as mudanças, mas eu senti que isso não devia ser algo pelo que eu devesse lutar tanto, se é que o devesse em alguma medida.

Um porta-voz da escola disse: "Nós valorizamos profundamente as opiniões dos nossos alunos, e levamos todos os pontos de vista em consideração à medida que nos desenvolvemos".

"Transgêneros são um importante tema para nós, assim como para escolas para cima e para baixo no país."

"Como uma academia católica inclusiva, temos certeza que a atenção que temos dado aos transgêneros, incluindo nosso ouvir atenciosamente os nossos alunos, tem sido valiosíssima para que cheguemos ainda mais longe a fim de nos certificarmos que todos os alunos estejam felizes e confortáveis, de modo que eles possam ser tão bem-sucedidos quanto possível".

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COMENTÁRIO DESTE BLOGUEIRO

É isso aí! Tem mais é que deixar a cargo de cada aluno qual dos dois uniformes eles querem usar. 

Afinal, desde que seja o uniforme da escola, enquanto a própria escola considerar interessante manter o uso de uniformes, não importa se ele/ela/elx se identifica e comporta como menina, como menino ou como uma combinação dos dois.

Ah, e tem mais uma coisa: Há quem faça um fuzuê aqui no Rio de Janeiro por causa da decisão do Colégio Pedro II em relação ao uso de uniforme feminino ou masculino de acordo com a identidade ou a performance de gênero dos alunos. 

Pois bem, só tenho uma coisa a dizer a essas pessoas: a atitude progressista e inclusiva dessa escola católica - ainda que só a tenha tomado depois de devidamente provocada por essa 'guerreira' trans de 18 anos coloca os moralistas, conservadores e fundamentalistas dessas paragens tupiniquins numa posição para além de qualquer noção de ridículo. 

Deixem de ser retrógrados. Deixem em paz quem só quer viver em paz e vão procurar algo melhor contra o que lutar. Deixo sugestões: injustiça social, fome, violência doméstica, charlatanismo em nome de deus (ou dos deuses), miséria, desigualdade em matéria de oportunidades, corrupção política/empresarial/jurídica/policial/etc, entre outras coisas. 

Aos ressentidos contra novas possibilidades de existência, só digo mais uma coisa: Cresçam e apareçam. Não sejam tão pequenos e mesquinhos - isso pega muito mal para vocês e para qualquer coisa ou pessoa em nome da qual vocês aleguem falar.

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