Sinagoga dá as boas-vindas à primeira rabina e a primeira abertamente lésbica

Sinagoga de Evanston dá as boas-vindas à primeira mulher lésbica no rabinato



Rachel Weiss é a nova rabina na Congregação Judaica Reconstrucionista em Evanston.  
(Foto: Brian O'Mahoney / Pioneer Press)


Com informações do Chicago Tribune, por Phil Rockrohr.
Tradução e adaptação por Sergio Viula


Evanston, Nova York: Depois de assumir a Congregação Judaica Reconstrucionista (CJR) em Evanston no mês de agosto, Rachel Weiss tornou-se a primeira rabina senior e, além disso, assumidamente lésbica.

Mas o significado da distinção que o cargo lhe confere está mais nas mudanças que ocorreram nos últimos 30 anos do que nela mesma, conforme diz a própria Weiss:

"Uma das coisas que são mais importantes é que uma geração atrás, um rabino gay, teria acesso muito limitado numa congregação destacada," disse Weiss. "Gerações atrás, você não poderia ser ordenado se estivesse fora do armário."

E acrescenta:

"Hoje, graças ao trabalho de todos os rabinos sobre cujos ombros eu me apoio, minha sexualidade fala sobre quem eu sou como um ser humano e como uma rabina."




Rachel Weiss trabalhando em sua comunidade. 
(Foto: Brian O'Mahoney / Pioneer Press)




Weiss aprendeu a "ser presente e engajada" com todas as partes de sua vida em conexão com sua fé, disse ela.

"Eu não tive que abandonar minha religião", disse Weiss. "Minha religião é grande o suficiente para garantir um lugar para mim."

Em sua busca por um novo rabino, a Sinagoga ficou impressionada com o currículo de Weiss e entusiasmada com as celebrações presididas por ela, disse o presidente da junta da CJR que a escolheu Robin Trilling.

"Ela tinha uma energia maravilhosa", diz Trilling. "Era fácil se conectar a ela. Porque ela havia crescido aqui, isso foi um componente especial a mais. Ela tinha tanta alegria em liderar as celebrações. Eu fiquei pessoalmente muito impressionado com isso."

O forte background educacional de Weiss e a experiência numa sinagoga que valoriza a inclusão, e que se gaba de ter o maior número de congregados gays do país, "foram extremamente importantes para nós", disse Trilling.

"A comunidade de fé baseada em Evanston sempre apoiou muito a comunidade LGBT", disse o diretor de desenvolvimento da CJR Mark Muenzer.

"Sempre que você tem indivíduos em posições de influência, seja numa igreja ou numa escola ou numa sinagoga, como um modelo positivo, isso reflete bem sobre a comunidade como um todo."

Muenzer diz que faz todo o sentido que Weiss tenha crescido em Evanston. 

De fato, inclusão e justiça social estão entre as suas mais altas prioridades, disse Weiss.

"A CJR sempre foi um lar para mim", disse ela. "Eu quero me certificar de que as portas estejam abertas para qualquer um que queira entrar e ser parte de uma comunidade diversa."

"Parte disso significa garantir que os congregados - sejam famílias ou indivíduos sozinhos, de 20 a 30 e poucos anos, ou casais sem crianças, pais e não-pais, LGBTQ ou hétero, da mesma cor de pele ou não - tenham a chance de puxar uma cadeira e dizer: "Eu pertenço a esse lugar". Dizer: "Em 2017 é assim que o Judaísmo se parece."

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O texto original e integral escrito por Phil Rockrohr pode ser encontrado aqui: CHICAGO TRIBUNE.

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