Dois homens abertamente gays estão concorrendo para o parlamento na Rússia

Dois homens abertamente gays estão concorrendo para o parlamento na Rússia


Acredita-se que eles sejam as primeiras pessoas LGBT assumidas a concorrerem para o parlamento na história da Rússia


Originalmente publicado pelo The Independent por Harriet Agerholm.
Traduzido por Sergio Viula

Os homens se opuseram fortemente ao que veio a ser conhecido como A lei de Putin contra a "propaganda' gay


Dois homens que são abertamente gays estão concorrendo nas eleilções da Rússia num desafio a Putin e o partido do governo na Rússia.

Aleksei Korolyov, 29 anos, e Bulat Barantayev, 33, são reconhecidos como as primeiras pessoas LGBT a se candidatarem para ao Duma Estatal, a casa mais baixa da Assembleia Federal.

Ambos são gays assumidos e se opõem fortemente à lei de "propaganda" gay de Putin.

Aprovada em 2013, a lei torna ilegal igualar os relacionamentos heterossexuais e homossexuais ou promover os direitos gays de qualquer modo.

Ambos os ativistas estão concorrendo pelo Partido a Favor da Liberdade dos Povos da Europa (Parnas). Barantayev tem pedido que Putin seja impedido e que se acabe com a corrupção no governo.

Apesar de Korolyov e Barantayev acreditarem que não têm qualquer chance de serem eleitos, eles esperam que com essa tomada de posição, os dois consigam fazer as discussões sobre os direitos gay avançarem.

Barantayev disse à Radio Free Europe: "Por muito tempo agora, eu tenho usado as oportundiades para cultivar uma audiência para a aceitação das pessoas LGBT."

"Através dos meu exemplo, eu mostro que gays na Rússia podem criar seus próprios negócios bem-sucedidos, conviver com as pessoas, ter filhos, e que podem concorrer para o Duna Estatal."


Korolyov, por usa vez, disse: "A comunidade LGBT agora está numa situação desesperadora e precisamos de aliados. é bom que tenhamos sido capazes de formar uma aliança com o Parnas.

“A comunidade LGBT reúne novos recursos para defender a si mesma e o partido devia conseguir novos eleitores."

Ele disse que decidiu concorrer porque o Rússia Unida, o partido governante, tem adotado uma "posição homofóbica extremada."

“As autoridades estão facilitando o discurso homofóbico na sociedade - o que tem incitado crimes de ódio", acrescentou ele.

Em 2015, o governo russo exibiu uma bandeira "heterossexual" em direta oposição à bandeira do arco-íris do movimento LGBT.

Pela primeira vez, o voto nas eleições da Rússia vai acontecer na Crimea, que foi anexada da Ucrânia em 2014.

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