DivaGay por Katia Viula - conheça a autora e sua obra.





DivaGay é uma reunião de poemas de Katia Viula de cunho LGBT, em sua maioria lésbicos, com enfoque no tema amor e sexo, sendo apimentados com bastante romance, erotismo e, algumas vezes, retratados com humor. A obra reúne também poemas que retratam dramas nas relações amorosas, fazem menção a conflitos interiores, apresentam protestos a preconceitos e reivindicam a criminalização da homofobia.

Veja na loja da Editora Metanoia: http://www.metanoiaeditora.com/loja/index.php?route=product/product&product_id=144



Da esquerda para a direita: Lea Carvalho, Katia Viula e Malu Santos (as editoras e a escritora)

Katia Viula declamando poesias no sarau realizado no Museu da Diversidade em São Paulo no dia da Visibilidade Lésbica.

Sobre a autora:

Kátia Viula é irmã de Sergio Viula, que administra o Blog Fora do Armário e é também autor do livro "Em busca de mim mesmo", entre outros textos. Além dessa obra agora lançada em versão impressa, Katia tem dois livros em formato e-book no Amazon ("Ela conta tudo" e "Controversos"). A autora é formada em Letras pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Seu texto não apresenta certos erros gramaticais e ortográficos tão presentes em textos de novos autores, infelizmente. No entanto, como se trata de poesia que retrata o universo sexual LGBT, a escritora brinca com a escrita, ora usando um tom sério, ora fazendo piada; ora romantizado com uma linguagem culta, ora erotizando com uma linguagem desengessada, dando prioridade ao conteúdo, à mensagem passada. Por isso, a rima e a métrica em determinados poemas, para criar uma sonoridade adequada, acabam sendo mais importantes que a rigidez com as regras ortográficas e gramaticais.

Durante muitos anos, Katia Viula, assim como seu irmão Sergio Viula, participou de um grupo de "cura gay" - o MOSES (Movimento pela Sexualidade Sadia), tendo saído do armário depois de seu irmão em função de um relacionamento com outra mulher fora da igreja - relação que durou nove anos e terminou há cerca de 3 anos. Daquele tempo, só sobraram recordações. A opressão, o assujeitamento, a castração que as falácias de grupos como aquele geralmente impõem sobre seus membros se transformaram em força para combater tais ideias e celebrar a diversidade, promovendo inclusão.

Atualmente, Katia está num relacionamento sério e muito equilibrado com outra professora da área de Letras, a nossa querida Ismênia Araujo. São duas coisas fofas! Dá gosto de vê-las juntas. 

Ismênia e Katia numa livraria, porque livro é tudo de bom!



Kátia Viula e Ismênia Araujo (foto) in love. :)


Nas redes sociais, Katia mantém a página "Literatura LGBT por Kátia Viula" no Facebook e costuma participar de saraus, rodas de conversa e outros eventos ligados à literatura e aos direitos LGBT. 

O relacionamento com a Editora Metanoia foi amor à primeira vista. Agora Katia lança seu primeiro trabalho em versão impressa em parceria com elas - as editoras Léa Carvalho e Malu Santos, diretoras da Metanoia. Mulheres e homens, homoafetivos ou não, que lerem sua obra certamente encontrarão nela diversão, provocação e inspiração. 

Recomendo muito esse livro, inclusive para quem não curte tanto  o gênero poesia. Garanto que você vai se surpreender com a verve realista das letras coloridas de Katia Viula.



Comentários

  1. Nossa, Sergio, obrigada pelo carinho das palavras bonitas a meu respeito. Você é 10. Mas, como todo ser humano, não sou infalível. O trabalho foi feito com carinho, mas sem pretensão de ser impecável na ortografia e gramática. Minha maior preocupação foi com o conteúdo, foi passar a mensagem ora com uma linguagem mais culta, ora com uma linguagem informal, dependendo do tipo de poema em questão. Em alguns poemas, para atingir a sonoridade e o ritmo desejados, a rima e a métrica acabaram sendo mais importantes que a rigidez das regras gramaticais e ortográficas. Além disso, há poemas engraçados onde o compromisso com o tom de comédia sobrepõe-se às estruturas gramaticais. Enfim, o livro é uma celebração romântica e erótica às relações homoafetivas, mas é também uma ferramenta pedagógica sobre o universo psicológico e sexual dos LGBTS e, ao mesmo tempo, um instrumento de resistência, de protesto aos preconceitos.

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