GGB publica relatório de assassinatos praticados contra pessoas LGBT no Brasil em 2015



Por Sergio Viula

O Grupo Gay da Bahia (GGB) acaba de publicar o Relatório GGB 2015, trabalho de referência sobre assassinatos contra pessoas LGBT no Brasil.

De acordo com o relatório, 318 pessoas LGBT foram assassinadas em 2015 - o que significa 01 LGBT morto violentamente a cada 27 horas. Destes 318 assassinatos, a proporção foi a seguinte:

52% gays 
37% travestis 
16% lésbicas
10% bissexuais

Pessoas não-LGBT também sofrem com a homofobia. 7% dos assassinados eram heterossexuais confundidos com gays e 1% era amantes de travestis.

De acordo com o GGB, proporcionalmente, as travestis e transexuais são mais vitimizadas. O risco de ser morta é 14 vezes maior para uma pessoa trans ou travesti do que para um homem gay.

Os estados que mais mataram foram São Paulo (55 assassinatos) e Bahia (33 assassinatos). Proporcionalmente, porém, os estados que mais assassinaram LGBT foram o Mato Grosso (6,49 por milhão) do Sul e o Amazonas.(6,45 por milhão).

Em todo o Brasil, 187 cidades contabilizaram crimes por LGBTfobia. Manaus foi a capital mais homofóbica, com 23 assassinatos (11,3 por milhão) e Porto Velho, com cinco mortes (10,1 por milhão).

Em termos regionais, o nordeste lidera como região mais violenta: 106 óbitos. O Sudeste teve 99; o Norte, 50; o Centro-Oeste, 40, e o Sul, 21.

A vítima mais jovem foi Michael, 13 anos, de Rio Claro-SP. Ele estava em construção de sua performance feminina quando foi esfaqueado 15 vezes na rua.

A vítima mais idosa foi um médium renomado de 74 anos, morador do Rio de Janeiro. Ele foi encontrado amordaçado e com sinais de espancamento em sua casa.

De acordo com o relatório do GGB,  em 1/4 dos homicídios, o criminoso não é identificado. Apenas 94 casos dos 318 crimes tiveram processo aberto ou chegaram a alguma punição.

O GGB destaca que a tendência para a violência contra LGBT esse ano continua. Em apenas 28 dias de janeiro de 2016, já ocorreram 30 assassinatos contra pessoas LGBT no país, ou seja, 01 a cada 22 horas.

Luiz Mott chama atenção para a escalada de crimes desde o governo FHC, passando pelo administração Lula e chegando ao governo Dilma. Quem quiser ver como foi o crescimento da violência nessas administrações, pode acessar o relatório do GGB aqui: http://pt.calameo.com/read/0046502188e8a65b8c3e2

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