O bom da vida é ser feliz!



Sem dúvida, o título desse post é um jargão muito falado e pouco vivido. Mas não é difícil viver feliz, exceto quando há dor insuportável física e/ou psíquica. Talvez a maioria das pessoas que eu conheço só não sejam mais felizes porque vivem muito preocupadas com o que os outros pensam delas. Consomem-se achando que não podem dizer (ou não dizer), fazer, (ou não fazer), desejar (ou não desejar) isso ou aquilo. Ontem mesmo, eu pensava e falava sobre isso com alguns amigos. É incrível como nos preocupamos com o que pensam os outros a nosso respeito. Isso inclui pai, mãe, irmãos, vizinhos, gente do nosso meio social, etc. Só nos esquecemos de uma coisa: Esses "ilustres" companheiros de viagem são seres que estarão esquecidos dentro de pouco tempo. Depois que a última pá de terra cobrir seus cadáveres, serão cada vez menos lembrados, até caírem no mais completo esquecimento. Portanto, o que eles pensam de nós não deveria fazer tanta diferença assim. Mais do que isso: não somos tão importantes quanto pensamos. Por que imaginar que todo mundo passa o tempo todo pensando numa só coisa: em nós? O que nos faz pensar que eles não tenham coisa melhor para fazer? E se não inventarem, aí merecem mesmo esse tormento de pensar em nós o dia inteiro. (risos) Além disso, nós também seremos esquecidos pouco tempo depois que a última pá de terra cobrir o que sobrar dos nossos "lindos" corpinhos depois do último suspiro.

Esses dias, eu disse uma frase que me fez rir: "Depois de morto, qual a diferença entre o cadáver em cima da maca de um hospital ou da mesa do IML e um frango depenado em cima da pia?" E respondi da seguinte maneira à minha própria pergunta: "Basicamente, a diferença é que não comemos gente, mas comemos frango (eu nem frango, como mais... hehehe). Ri da minha própria fala, mas não deixa de ser verdade. Somos tão cheios de auto-importância que achamos que o que fazemos ou deixamos de fazer poderia abalar as estruturas do planeta. 

*Desculpem esse neologismo anglicanista, pois, em inglês, existe o adjetivo composto self-important. De onde tirei "auto-importante".

Tenha paciência, meu povo! O planeta não dá a menor importância para o fato de estarmos vivos ou mortos, andando ou vegetando, trepando ou tricotando. Quem banca o vigia da vida alheia para fins destrutivos nem merece ser ouvido, para começo de conversa. O que deve nortear nossas ações é simplesmente o desejo de viver do modo mais feliz possível enquanto não batermos as botas. E isso faz toda a diferença, inclusive para a construção de ética que norteia nossas ações para a realização de uma vida justa e produtiva, mas muito mais ainda para o desfrute de uma vida o mais livre possível das amarras moralistas que nos enroscam o pescoço e nos puxam para as profundezas da melancolia, do medo, do sentimento de culpa, do ressentimento contra nós mesmo e contra aqueles a quem conferimos o poder de nos infelicitar. 

Então, o negócio é fazer aquilo que se quer no melhor das possibilidades vigentes. Sem esquecermos, é claro, que o outro tem tanta dignidade quanto nós mesmos e o direito de conduzir sua vida como bem entender, ou seja, do mesmo modo como devíamos encarar as nossas próprias possibilidades de realização - sem a interferência de terceiros. A regra áurea que podemos (e acho que é melhor para nós e para todos façamos exatamente isso) é: não fazer ao próximo aquilo que a gente não deseja que os outros nos façam também.

Agora, aos ressentidos pelo modo livre e resolvido como vivem aqueles que não têm medo de careta, o nosso mais ilustre e sofisticado 'beijinho no ombro'. 

Se em 2016, você conseguir viver com essa leveza, você será e fará muito mais gente feliz ao seu redor. Pessoalmente, tenho procurado viver assim e lamento muito pelos perdem tempo com sentimentos e ideias que sequestram o melhor de suas vidas. Não se submeta ao mau humor, ao rancor, à sobrancelha já quase paralisada em posição de franzimento que os moralistas hipócritas, ressentidos com a própria miséria existencial em que vivem, geralmente manifestam sempre que veem uma boa oportunidade para contaminar os outros com esses sentimentos. Se tem uma coisa que a miséria existencial adora é companhia, especialmente para contágio de contato. Claro que podemos ser acometidos por sentimentos como esses em algum momento, mas assim como fazemos com os sintomas de uma virose, devemos nos livrar deles o mais rápido possível, antes que venham a se tornar coisa bem pior. 


Como dizem, uma imagem diz mais que mil palavras.
Eu sempre digo que para os recalcados incuráveis, existe um botãozinho silencioso, mas com eficiência comprovada. Ele é vermelho e pisca sempre que existem babacas na área. Geralmente, traz a seguinte instrução no topo: "Em caso de babaquice deliberada ou recorrente, aperte aqui." Quando você aperta, uma luz vermelha destaca um verbo imperativo, acompanhado de partícula pronominal que indica a voz passiva. Eis que surge em toda a sua glória onipotente FODA-SE! acompanhado de um retumbante "Aleluia" de Handel. Não tem coisa melhor do que o botão do foda-se para momentos assim. E depois é só seguir em frente sem sequer olhar para trás, porque tem muita coisa melhor para fazer com seu tempo, baby. ;)

Mas para viver tudo isso sem chantagem de qualquer tipo, garanta-se financeiramente. Mesmo que seja pouco, que dê para você viver sozinho. Porque quem depende do pão alheio não tem autonomia de fato.

Ah, e não preciso nem dizer que se você entrar numa de ficar ressentido com as conquistas dos outros, você ainda precisa crescer muito. Honestamente, eu quero mais é que todo mundo seja feliz, porque gente feliz não enche o saco. Então, eu não tenho a menor inveja nem dos amigos nem dos inimigos. Kkkkk E isso dá uma leveza extra para a vida. Tenho até pena de quem se preocupa muito com a inveja alheia. Não faz o menor sentido. A gente tem que tomar cuidado é com as ações concretas que podem ser motivadas por esses sentimentos, mas o olho do outro não tem poder algum em si mesmo. Gostou? Olha mesmo, bunitx. ^^


Então, é isso: Mais alegria, amor, tesão, orgasmos e realizações em todas as áreas no ano que se aproxima. É o que deseja o Blog Fora do Armário na pessoa desse blogueiro (Sergio Viula), porque o primeiro passo para viver feliz é justamente viver sem medo de "botar a cara no sol". Não é como se morre, mas como se vive que conta. ;)




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