Pastor diz o que faria se seus filhos lhe dissessem que são gays


Pastor John Pavlovitz e sua família



Gay Star News: Leia o que esse pastor cristão prometeu fazer se seus filhos forem gays

Um pastor cristão na Carolina do Norte ficou impressionado com a reação a uma de suas recentes publicações em seu blg, na qual ele escreveu sobre como seria sua reação se um de seus filhos crescesse e lhe dissesse que é gay

De acordo com o jornalista David Hudson, para o site Gay Star News, John Pavlovitz (foto acima) é um pastor veterano com 18 anos de ministério em sua igreja local.

Atualmente, ele é pastor de uma igreja chamada North Wake House Church, e também um voluntário na North Raleigh Community Church.

Casado com Jennifer e pai de dois filhos, Noah e Selah, ele também é um blogueiro dedicado, e numa postagem sua em meados de setembro desse ano, intitulada "If I Have Gay Children: Four Promises From A Christian Pastor" (Se eu tiver filhos gays, quatro promessas de um pastor cristão), tornou-se viral e provocou milhares de comentários.

A razão? Porque ele acredita que trataria seus filhos, caso fossem lésbica, gay, bissexuais ou transgêneros, com o mesmo amor e apoio que lhes daria se fossem heterossexuais. Além disso, oraria para que eles não fossem vítimas de ignorância ou ódio.

De acordo com a matéria do Gay Star News, o pastor comentou o seguinte:

"Eu estava preparado para que algumas pessoas aplaudissem, e para que outras condenassem. Isso é o que acontece sempre que você expressa uma opinião por aí. Eu estava plenamente preparado para as ondas de apoio e hostilidade que acompanham qualquer ponto de vista, especialmente sobre um tema controverso como esse."

"O que eu não estava preparado para ver de qualquer modo eram as literalmente centenas e centenas de pessoas que me procuraram para agradecer por trazer cura e esperança às suas famílias; for dar-lhes uma mensagem que eles raramente recebem de líderes cristãos."

‘Muitos pais, filhos e irmãos confiaram em mim - alguns pela primeira vez - contando sobre a dor, o bullying e o ostracismo que eles receberam de igrejas, pastores e membros de igrejas."

"Eles dividiram comigo suas histórias de exclusão, isolamento, de orações sem resposta, de terapias destrutivas, de tentativas de suicídio, e de ser ativamente e passivamente afastados da fé, por pessoas de fé."

"É por isso que eu faço o que faço: faço com que pessoas que têm sofrido dano e exclusão, sintam-se vistas, conhecidas e amadas."

Para ler o artigo todo em inglês, acesse: GAY STAR NEWS

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COMENTÁRIO DESTE BLOGUEIRO



Tenho recebido muitas mensagens de jovens em busca de ajuda, de alguém que os ouça e compreenda. Esses contatos são geralmente motivados pela leitura de matérias ou entrevistas publicadas a respeito da minha experiência com grupos de "terapia" de "reversão" ou "conversão" e minha saída do armário há 12 anos.

Se por um lado é doloroso ver a dor que essas pessoas passam por envenenamento de ideias a partir de pregações fundamentalistas e destrutivas, por outro, é bom poder oferecer alternativas a tais pensamentos e atitudes para consigo mesmas e para com os outros ao seu redor.

Já pude conversar com pais, irmãos e até cônjuges de pessoas LGBT. Geralmente, é a própria pessoa LGBT que faz contato. Felizmente, em muitos casos, vi superação, retomada da vida, abertura para o amor sem medo e sem culpa. 

Infelizmente, em alguns casos, não importando o que se diga e se procure demonstrar, a pessoa continua alimentando o que a enfraquece e mata: o medo, a culpa, a crença castradora, as neuroses nascidas a partir de interações com pessoas absolutamente neuróticas a respeito das sexualidades humanas e seus desdobramentos. 

Querendo ou não, a escolha sobre o que se fará daquilo que nos fizeram é exclusivamente nossa. Alguns transformam isso em força e seguem em frente. Outros se submetem às diversas opressões a que foram expostos, mesmo quando as fontes dessas opressões já não estão mais por perto.

Essa semana, tive o privilégio de ser contatado por um professor de São Paulo que está fazendo um trabalho fantástico contra o preconceito em sua escola. É um evento de grandes proporções - o terceiro ano de evento, na verdade. E isso me dá esperança de que os jovens daquela escola cresçam com noções mais apuradas de respeito e de celebração da diversidade que caracteriza a vida e os seres humanos. Gravei um vídeo que será apresentado durante o evento. Provavelmente, haverá troca de ideias a respeito do que será apresentado. Quando o professor me enviar as fotos e vídeos do evento, compartilharei aqui no Fora do Armário.

Entretanto, uma das coisas mais importantes, do meu ponto de vista, é conscientizar os pais de que seus filhos não são propriedades suas e nem cópias fiéis de sonhos egoisticamente elaborados ao longo de suas vidas. 

Do mesmo modo, os filhos precisam entender que se seus pais não os aceitarem e amarem como eles são, então, é melhor deixá-los remoendo suas próprias misérias e seguir adiante em busca de independência, felicidade, amor e paz. Nenhum filho pode obrigar os pais a compreendê-lo, mas também não é obrigado a beijar a mão que o atormenta. Qualquer metro quadrado com paz é melhor que um palácio onde sua individualidade não é respeitada.

O melhor, porém, é que pais e filhos vivam em paz do modo como desejam e que respeitem honestamente as decisões uns dos outros. Afinal de contas, a vida já é dura demais. E a última coisa que precisamos é de pais que nos rejeitem ou de filhos que nos pentelhem. Não demora até que a tampa do nosso caixão ou do deles se feche para sempre. Então, é melhor não perder tempo tentando dizer como é que o outro tem que ser ou deixar de ser em sua individualidade e subjetividade. 

Então, não perca seu tempo. Seja você mesmo com toda intensidade do seu ser e por todo o tempo em que você tiver o privilégio de ver o nascer e o pôr do sol.

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Não precisa de qualquer leitor especial. O livro vai para seu computador, smartphone, tablet, etc. Basta baixar o programa gratuitamente e em dois minutos no próprio link acima.

Comentários

  1. É de ministros assim que precisamos. Acredito que aos poucos posturas como essa que partem de dentro do próprio meio eclesiástico tradicional, em especial de suas lideranças, vão combater a homofobia entre os cristãos com eficácia. Vai chegar o tempo em que os LGBTs vão poder compartilhar os mesmos espaços religiosos que os heterossexuais assim como os afrodescendentes hoje podem fazê-lo junto com os brancos.

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    1. Isso aí, Katita. Que o amor prevaleça!!! Os dinossauros da LGBTfobia não prevalecerão.

      Beijos,
      Sergio

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