Chocante e comovente relato de um jovem gay iraquiano que escapou de ser executado pelo EI

  Taim: 'É devastador ver a reação pública aos assassinatos do 'EI'; as pessoas se solidarizam com as vítimas apenas se não forem gays.' (Foto: BBC)


Segundas-feiras costumam ser difíceis. Ver a semana inteira diante de si, reacostumar com os horários da rotina semanal, livrar-se da preguiça bem cultivada de domingo, e por aí vai. Mas, ler o relato de Taim, um estudante de medicina de 24 anos, iraquiano e gay, logo de manhã e ver como vivem os LGBT do Iraque, mais do que nunca agora sob o domínio do Estado Islâmico (EI), faz tudo parecer um conto do fadas. Nada se compara ao terror que esses criminosos vêm impondo por onde passam.

Mas nem tudo é invenção da cabeça psicótica desses caras. Muito do que eles fazem é apenas realizar que o a sociedade iraquiana e outras de maioria muçulmana adorariam ter coragem de fazer, mas não têm: exterminar gays e esperar de Alá uma boa recompensa por isso.

Não é de hoje que venho acompanhando as execuções que o EI vem fazendo, especialmente contra os homossexuais, visto que esses não precisam cometer qualquer crime ou pronunciar qualquer blasfêmia para serem caçados. Podem ser os mais exemplares cidadãos, mas morrerão apenas por serem quem são. Isso caracteriza perfeitamente é o que chamamos de crime de ódio. Entretanto, o relato desse rapaz sobrevivente mexeu profundamente comigo e acredito que mexerá com quem tiver algum traço genuíno de humanidade.

O relato é longo, mas não pode ser ignorado. Deve ser lido por todos. Torna-se ainda mais urgente quando vemos que a mesma sanha anti-gay caracteriza o pensamento e prática de legisladores na Câmara dos Deputados e no Senado, especialmente os da bancada fundamentalista. Ele odeiam tudo o que pretenda garantir a segurança e o bem-estar dos cidadãos LGBT no Brasil. Se tivessem a chancela do sistema e da sociedade para fazerem o que fazem esses criminosos do EI, não duvido que houvesse entre eles quem o fizesse.

Leia o relato e não tolere a intolerância dos LGBTfóbicos e de outros extremistas. Não entendeu bem? Veja o vídeo abaixo (menos de um minuto) e leia o relato de Taim.





LEIA O COMOVENTE E REVOLTANTE RELATO DO JOVEM TAIM AQUI:  



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