IDAHOT: 17 de maio - Levante sua voz pelos jovens LGBTQI



Neste domingo, dia 17 de maio, milhões de pessoas celebram, em todo o mundo, o DIA INTERNACIONAL DE COMBATE À HOMOFOBIA E À TRANSFOBIA (em inglês, IDAHOT).

Crianças, jovens e adultos LGBTQI (lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros, queer e intersexuais) e seus aliados por um mundo livre de homofobia e transfobia, assim como outros preconceitos relativos às sexualidades e às identidades de gênero, estão participando de eventos que incluem mobilização nas ruas e nas redes sociais, bem como demandas junto a governos, movimentos sociais, profissionais de todas as áreas, especialmente da saúde, educação e segurança.

Com esse objetivo, organizações e cidadãos comprometidos com valores humanistas estão lançando um thunderclap ( ferramenta gratuita que permite que mensagens no Twitter e Facebook alcancem mais pessoas) para chamar atenção para as seguintes demandas:

* Líderes do mundo, garantam que todos os jovens LGBTQI tenham acesso a todos os direitos humanos fundamentais;

* Organizações voltadas para os jovens ou geridas por eles, incluam as vozes e as necessidades da juventude LGBTQI;

* Organizações LGBTQI, empenhem-se em ajudar os jovens em seu desenvolvimento pessoal, empoderamento e liderança.

Jovens LGBTQI geralmente enfrentam múltiplas formas de discriminação tanto por sua idade como por sua orientação sexual ou identidade de gênero. Muitos desses jovens são:

* Alvos de bullying na escola e online;

* perseguidos em suas próprias casas;

* chantageados;

* assediados moralmente tanto na esfera pública como na esfera privada;

* têm serviços de saúde negados;

* são discriminados no local de trabalho;

* são expostos a práticas coercitivas, tais como "terapia de conversão", mais conhecida no Brasil como "cura gay", ou no caso de crianças intersexuais, desnecessárias operação de adequação sexual.

Trinta e três por cento dos jovens LGBTQI, numa pesquisa do IGLYO's European Research, declararam que já consideraram o suicídio como resultado do bullying sofrido na escola, e quase metade declarou que sentia que tinha menos amigos que outras pessoas.

Também é significativo que, do mesmo modo, uma pesquisa nacional nos EUA tenha descoberto que 40% das pessoas que buscam apoio da parte dos serviços de abrigo a pessoas sem-teto identifiquem-se como LGB ou T, e que esses números tenham crescido nos últimos dez anos.

Em partes da África, mas também em outros lugares, os direitos sexuais e os grupos LGBTQI são severamente restringidos por leis de proteção à criança, tornando excepcionalmente difícil alcançar a juventude LGBTQI.

Infelizmente, o fato de alguns países terem leis anti-discriminação não se traduz necessariamente na provisão de serviços públicos adequados para os jovens LGBTQI, o que os deixa extremamente vulneráveis.

Apesar dos muitos desafios, os jovens LGBTQI demonstram incrível força, disposição e resistência. Todos os dias, eles se esforçam para superar a discriminação que enfrentam na sociedade, construindo comunidades e fazendo campanhas para mudar corações, mentes, políticas e leis.

Fonte: Youth Coalision

Traduzido e levemente adaptado por Sergio Viula para o Blog Fora do Armário.

Você já viu esse trabalho da Cindy Lauper em favor dos jovens LGBTQI sem teto? Veja. Eu mesmo traduzi e legendei, porque esse trabalho merece reconhecimento e apoio. Também espero que inspire outras iniciativas ao redor do mundo.

Veja também os dados do relatório ILGA 2015 sobre homofobia e transfobia patrocinadas pelo Estado. Informações mundiais:  

http://www.foradoarmario.net/2015/05/ilga-relatorio-sobre-homofobia.html

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