CEO da Apple Tim Cook explica por que as leis de "liberdade religiosa" são perigosas

Tim Cook, CEO da Apple



Adaptado de Gay Star News
por Sergio Viula

 

Tim Cook, CEO da Apple, explica por que ele acredita que leis de "liberdade religiosa" são perigosas

 

"Em nome da Apple, eu me levanto para me opor a essa nova onda de legislação - onde quer que ela emerja... Isso diz respeito a como nos tratamos como seres humanos."
 

Tim Cook, CEO da Apple, escreveu na coluna de opinião para o Washington Post  explicando porque ele considera as, assim chamadas, leis de "liberdade religiosa", e seu poder de permitir que empresas/negócios discrimine, como perigosas.
 
Cook fala apenas alguns dias depois de uma lei dessas ter sido aprovada em Indiana.

San Francisco foi  a primeira cidade a boicotar Indiana depois que a lei foi aprovada.
 
Cook diz em seu artigo que a legislação aprovada em Indiana, e uma lei semelhante no Arkansas, permitirá que indivíduos, "citem suas crenças pessoasi para recusar serviços a clientes ou resistir à lei anti-discriminação do estado."

"Esses projetos de lei racionalizam a injustiça ao fingirem defender alguma coisa que nós estimamos", disse ele. ‘Eles vão contra os próprios princípios sobre os quais nossa nação foi fundada, e têm o potencial de desfazer décadas de progresso na direção da igualdade de gênero."

"A comunidade empresarial da América reconheceu há muito tempo que a discriminação, em todas as suas formas, é ruim para os negócios"

"Na Apple, estamos trabalhando para empoderar e enriquecer as vidas dos nossos clientes. Esforçamo-nos para fazer negócio de uma maneira justa e correta. É por isso que, em nome da Apple, eu me levanto para me opor a essa nova onda de legislação — onde quer que ela emerja."

Batizado numa igreja batista enquanto criança, ele lembra de sua infância nas décadas de 1960 e 1970: "A discriminação não é algo fácil de nos opormos. Ela nem sempre te olha no rosto. Ela se move nas sombras. E às vezes se amortalha nas próprias leis que pretendiam nos proteger."

Ele continua e diz que homens e mulheres morreram defendendo os princípios fundadores dos EUA, quais sejam, a liberdade e a igualdade, e que tais ideias têm que ser protegidos.

Ele termina o texto da coluna de modo tocante, dizendo que as pessoas têm ter coragem de falar contra essa onda de leis que vêm sendo propostas em muitos estados: "Não é uma questão política. Não é uma questão religiosa. Trata-se de como nos tratamos uns aos outros como seres humanos."

A Apple continua crescendo a passos largos. A companhia mais lucrativa do mundo, em fevereiro era avaliada em 744 bilhões de dólares, o que faz dela duas vezes maior que a segunda maior companhia do mundo, a ExxonMobil. Alguns comentaristas têm especulado que ela poderia valer 1 trilhão de dólares antes do final do ano.

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