LGBT: Igreja Presbiteriana (EUA) abraça definição inclusiva de casamento

A Reverenda Dra. Jane Spahr, ao centro, uma ministra presbiteriana, realiza uma união homoafetiva para Sherrie Holmes, esquerda, e Sara Taylor, direita, no Marin Civic Center em San Rafael, Califórnia., Sexta, 20 de junho, 2008. | ASSOCIATED PRESS

Tradução e adaptação: Sergio Viula


O site do jornal The Huffington Post noticiou (nesta terça, 17/03/15) que a Igreja Presbiteriana (EUA) , a maior denominação presbiteriana anunciou uma mudança em sua constituição para permitir uma definição mais inclusiva do casamento.

Oficialmente chamada Amendment 14-F (Emenda 14-F), o novo texto do Book of Order da denominação descreverá o casamento como sendo "entre duas pessoas".

Cerca de 71 por cento da Igreja Presbiteriana (EUA) aprovaram a mudança durante a assembleia geral em junho do ano passado (2014). A igreja esperou pela maioria de seus 172 Presbiérios, ou diretórios regionais, para aprovar a medida um por um. Nesta terça, a maioria foi atingida, com 86 Presbitérios enviando suas decisões em apoio ao casamento entre pessoas do mesmo sexo na igreja.

“Hoje estamos nos regozijando!", disse a Reverenda Robin White, co-moderadora do grupo de defesa LGBT More Light Presbyterians. "Tantas famílias encabeçadas por casais LGBTQ têm esperado por décadas para entrarem nesses espaço criado para suas famílias dentro das comunidades da igreja.”

Centenas de paróquias deixaram a denominação nos últimos anos,  em parte por causa de sua atitude mais inclusiva para com os membros LGBT. A Igreja Presbiteriana (EUA) contava com 10,959 igrejas membros em 2005. Esse número caiu para 10,038 em 2013, de acordo com estatísticas da igreja fornecidas ao The Huffington Post. A queda inclui tanto igrejas que se dissolveram completamente quanto igrejas que migraram para outras denominações, incluindo a Igreja Presbiteriana mais conservadora nos EUA e o Evangelical Covenant Order of Presbyterians -- nenhuma das duas ordena clérigos gays ou corrobora casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Na visão deste blogueiro (Sergio Viula), a Igreja Presbiteriana (EUA) só tem a ganhar com essa abertura. A tendência é que mais e mais famílias homoparentais e casais homoafetivos migrem de igrejas mais fechadas para essa denominação. O saldo final pode ser muito positivo para a Igreja Presbiteriana (EUA), tanto do ponto de vista humanista quanto do ponto de vista estatístico.

Parabéns a essa denominação! Quanto mais humanista forem as religiões melhor para todos.



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Relembre o início do processo que culminou com essa decisão histórica nesta terça, dia 17/03/15: http://www.foradoarmario.net/2014/06/igreja-presbiteriana-reconhece.html

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