Médica nega atendimento a um bebê de 4 meses de um casal de mulheres

Bebê de 4 meses, filha de casal lésbico, teve atendimento negado pela médica
Fonte: Pink News
Tradução: Sergio Viula

Uma médica recusou tratamento a um bebê de 4 meses de idade, dizendo que sua religião a impedia de fazê-lo, porque os "pais" da criança são lésbicas. 

Bay Windsor nasceu do casal de Michigan Krista e Jami Contreras. Depois de se cadastrarem e agendarem consulta com a Dra. Vesna Roi, o casal chegou ao hospital. 

Na chegada, elas foram recebidas pelo Dr. Karam, que disse: “Eu serei seu médico, eu cuidarei de vocês hoje porque a Dra. Roi orou sobre isso esta manhã e decidiu que não poderá cuidar de Bay", lembra-se o casal. 

De acordo com o casal, a Dra. Roi nem sequer compareceu ao hospital naquele dia, de modo a evitar vê-las.

“Foi embaraçoso, foi humilhante e aqui estamos, novos pais tentando protegê-la", disse Jami. 

“E sabemos que isso acontece no mundo e estamos completamente preparadas quando isso acontecer em outros lugares. Mas não em nossa consulta de rotina [N.T.: elas dizem de bem-estar] com seis dias de idade." 

“Até onde sabemos, Bay não tem uma orientação sexual ainda, então não estou certa de que importância tem isso", Jami continua. "Não somos suas pacientes – ela é sua paciente. E o fato é que seu trabalho é manter bebês saudáveis e você não pode manter um bebê saudável que tenha pais gays?”

Ao buscarem novos pediatras, o casal disse que sentiu como se tivessem que anunciar que são um casal do mesmo sexo primeiro, para evitar essa situação de novo.

Depois que sua história pegou força nas mídias sociais, e alguns ligaram para o hospital em protesto, elas finalmente receberam uma explicação da Dra. Roi.

A carta para o casal dizia: “Depois de muita oração seguindo o seu pré-natal, eu senti que não poderia desenvolver um relacionamento paciente-médico como normalmente falo com meus pacientes.”

Não mantemos informação pré-natal depois dos nossos encontros, então eu não tinha como contactar vocês."

Tentado se desculpar, ela disse: “Eu deveria ter falado com vocês diretamente naquele dia... por favor, saibam que eu acredito que Deus nos deu livre arbítrio e eu nunca julgaria ninguém baseado no que eles fazem desse livre arbítrio."


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COMENTÁRIO DESTE BLOGUEIRO

É desumano não atender pessoas, seja qual for a profissão, por discriminação sexual, de gênero, de raça, de religião, etc. Imaginem se prestadores de serviço e comerciantes simplesmente decidirem que só atenderão aqueles que se enquadrem em seu pequeno mundo conceitual pessoal! Médico católico não faria parto de mulher muçulmana, padeiro comunista não atenderia cliente capitalista, professor ateu se recusaria a ensinar o aluno religioso, hóspedes alemães seriam deixados na rua por hotéis administrados por judeus, e por aí vai. Isso é simplesmente absurdo demais para ser considerado uma questão de liberdade pessoal. Isso seria a própria implosão da sociedade.

Essa médica e seu fanatismo é mais uma demonstração de como a cegueira religiosa pode ser perigosa. Tomara que o órgão que supervisiona o trabalho dos médicos tome providências. Ela agiu com a mais absoluta falta de ética profissional.

E é isso aí pais gays, mães lésbicas e qualquer outra combinação entre orientação e de gênero que seja a de vocês, continuem ocupando seus espaços. É direito de vocês e de seus filhos e filhas!


Comentários

  1. Eu achei que foi uma postura da médica foi até melhor para o casal, uma vez que não era um atendimento emergencial e sim um tratamento que se estenderia a longo prazo, melhor passar o atendimento a outro colega que pudesse lidar melhor om a situação do que ela, que com seus limites, não daria o melhor de si no acompanhamento,

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