Extremistas muçulmanos atiram gays de prédio no Iraque

Tradução e adaptação: Sergio Viula para o Blog Fora do Armário

Dois homens homossexuais acusados de terem mantido relações sexuais são lançados de um prédio na terceira maior cidade do Iraque, Mosul, pelo grupo terrorista ISIS. Um homem foi lançado de por vez, vendado, depois que seu "crime" - serem homossexuais - foi anunciado por um microfone diante de uma multidão que se reuniu em frente ao prédio para assistir esse espetáculo de horror e barbárie.

A notícias e as fotos foram publicadas no Mail online.


Um dos homens e posicionado na beira do telhado do prédio para ser lançado de encontro à morte no solo.



Uma multidão se aglomerou diante do prédio.


Uma multidão assiste enquanto ele cai sem a menor possibilidade de escapar.

O segundo homem é posicionado logo em seguida e é lançado também.

Os dois corpos jazem sem vida lado a lado depois do impacto contra o solo.



De acordo com o jornal, a cidade de Mosul está sobre o controle do grupo extremista ISIS. O jornal destaca que desde 1988, os países que tinham abolido a pena de morte triplicaram de 35 para 100. Somente 39 das 198 nações do mundo executaram alguém nos últimos dez anos.


Também tem acontecido um declínio contínuo do uso da pena de morte na maioria dos países que ainda mantém leis assim. As 35 execuções nos EUA no ano passado foram as menos numerosas em 20 anos. Cingapura, Vietnã e Malásia também tem seguido essa tendência. A China ainda o país que mais aplica a pena de morte no mundo, apesar de especialistas locais acreditarem que esse número tem caído. O governo chinês mantém os números como segredo de Estado.


A exceção que preocupa é o mundo muçulmano, onde muitos países continuam a impor a pena de morte por "ofensa" que na maioria das jurisdições jamais seriam consideradas crimes - tais como a homossexualidade e o adultério.


Como é que alguém pode ser condescendente com tais barbaridades, seja qual for a tentativa de justificativa? Adolescentes e jovens são os mais vulneráveis, mas adultos também morrem. O governo do Irã (não um grupo extremista invasor como o ISIS) tem condenado, por diversas vezes, homens à forca por serem simplesmente gays.


A homofobia é uma das maiores violações aos direitos fundamentais do ser humano. E quando estimulada pelo fanatismo religioso, seja qual for a crença ou denominação, pode ganhar proporções endêmicas. Isso, sim, deveria ser reprovado e combatido seriamente. Xingar a mãe, Francisquinho, é fichinha perto disso.



Não entendeu a referência a Francisquinho e sua mãe, assista isso.




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No Brasil, um tipo de fundamentalismo gravíssimo tem atuado em várias frentes. Essa leitura é especialmente relevante nesse momento.

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