Arcebispo de Miami ameaça funcionários com demissão se apoiarem o casamento homoafetivo


Por Sergio Viula com informações do The Washington Post







Não satisfeitos com a vitória do casamento entre pessoas do mesmo sexo (CASAMENTO CIVIL) na Flórida, o Arcebispo de Miami Thomas Wenski enviou um memorando para todos os funcionários da igreja (NÃO SÃO PADRES) proibindo-os de apoiarem o casamento homoafetivo — mesmo que apenas por um tweet ou postagem no Facebook, sob a pena de perderem seus empregos. 

Essa afronta descarada às liberdades pessoais, especialmente fora do local de trabalho e sem uso de equipamento da empresa, nesse caso os escritórios da igreja, é um caso claro de assédio moral que, em qualquer outro emprego, seria punido pela Justiça do Trabalho, especialmente no Brasil. 

Ninguém pode ser cerceado em sua liberdade de expressão, seja qual for sua opinião sobre esse ou aquele tema. Seria ótimo que fizessem um twittaço #EuApoiooCasamentoGay por aquelas bandas. A melhor resposta para extremistas de todos os matizes, inclusive esse, é o exercício da mesma liberdade que eles querem cercear.

Funcionários gays e lésbicas da igreja têm sido demitidos, cada vez em maior número, por promoverem o casamento gay ou por se casarem, eles próprios. Em alguns casos, empregados foram demitidos por apensas expressarem apoio ao casamento gay.
 
Contudo, nem mesmo os bispos americanos são unânimes em termos das políticas internas a respeito disso e uma controvérsia se instalou na Igreja Católica de uma forma mais ampla. Na Alemanha, os bispos decidiram mudar as políticas de recursos humanos para permitirem que pessoas gays ou lésbicas casadas, bem como divorciadas, mas que permaneceram católicas, trabalhem  Um bispo na Bélgica convidou a igreja a considerar uma bênção sobre os casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Enquanto isso, alguns discutem até que ponto podemos criticar religiões, seus clérigos, crenças, fundadores, etc. Quanto a isso, quero dizer o seguinte - e os chifrinhos e tridente foram postos por mim na foto propositadamente:

Eu separo duas coisas: o respeito (reverente) pela crença, que eu não tenho mesmo. E o respeito ao direito de crença e à dignidade da pessoa que crê. Eu quero que todos possam praticar a religião que quiserem ou não praticar religião alguma. 
 
Quero que todos falem nos seus deuses e que todos possam dizer que não creem em deus algum. Jamais concederia à crença um lugar intocável, acima do bem e do mal, fora do alcance do pensamento crítico. 
 
O religioso que viola o direito alheio deve, como qualquer infrator da lei, criminoso, violador dos direitos humanos, ser levado ao tribunal se fizer alguma coisa ilícita, mesmo que seja com o pretexto de servir a deus ou aos deuses. 
 
E por que respeito a liberdade de culto dentro dos limites dos direitos humanos? Porque isso é um direito humano. Porque isso é uma das liberdades fundamentais do ser humano. Agora, daí a dizer que eu não posso criticar a religião A ou B, representar suas incoerências por fotos, desenhos, gráficos, etc., vai uma distância quase tão grande quanto o abismo que separa as ideias de deuses de sua própria existência no real.
 


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