Homem gay chinês processa clínica de terapia de conversão e vence


Homem gay chinês ganha indenização no primeiro processo na história do país contra terapias de conversão

 Yan Tang venceu a demanda judicial contra a clínica de terapia de conversão


Postado: 12/19/2014 

Tradução: Sergio Viula
PEQUIM (AP) — Uma clínica psicológica foi condenada a pagar indenização a um homem gay que a processou por administrar choques elétricos para torná-lo heterossexual, no que se considera o primeiro caso da China envolvendo a assim chamada terapia de conversão.


O advogado Li Duilong disse que o Tribunal do Povo do Distrito de Haidian em Pequim foi condenado a pagar 3,500 yans (560 dólares americanos) como indenização a Yang Teng por prejuízos decorrentes da terapia.


Li disse que o tribunal também concluiu que não havia necessidade de administrar choques porque a homossexualidade não requer tratamento. Um processo contra a ferramenta de busca da gigante Baidu por divulgar a clínica foi arquivado.


Telefonemas para o tribunal ficaram sem atendimento, e uma pessoa na clínica desligou quando o caso foi mencionado.


Por telefone, Yang disse que estava “muito satisfeito com os resultados, os quais eu não esperava. O tribunal ficou a meu favor, e sustentou que a homossexualidade não é uma doença mental que requeira tratamento."

Yang disse que a terapia incluía hipnose e choques elétricos que o prejudicaram tanto fisicamente como emocionalmente.


Ele disse que voluntariamente se submeteu à terapia em fevereiro por pressão de seus pais para que casasse e tivesse um filho.


Yang disse que o veredito ajuda os defensores dos direitos gays na luta para que as clínicas parem de oferecer tais tratamentos e para que os pais não pressionem seus filhos gays a se submeterem a terapias.

"Alguém tem que se levantar porque temos que parar com essas transgressões severas” – disse ele.

O processo afirmou que a clínica havia alegado que o tratamento de eletrochoque não era perigoso. E pedia uma indenização de mais de 14.000 yans (2.300 dólares) para cobrir o custo da terapia, a viagem e os salários perdidos, assim como os prejuízos psicológicos e os danos físicos. O tribunal não concedeu essas indenizações.


A China tirou a homossexualidade da classificação de desordens mentais em 2001, apesar de não haver leis que criminalizem a discriminação contra minorias sexuais e as parcerias homoafetivas não são reconhecidas.

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