Filme Hoje Eu Quero Voltar Sozinho não disputará o Oscar, mas sai ganhando assim mesmo




Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (2014)

O longa "Hoje Eu Quero Voltar Sozinho" (Brasil, 2014), do diretor Daniel Ribeiro, conta a história de Leonardo, um garoto cego de 15 anos, interpretado por Guilherme Lobo, que procura ser independente em uma sociedade superprotetora. O jovem estudante do ensino médio se apaixona pelo amigo Gabriel, ao mesmo tempo em que desperta sentimentos pela colega Giovana. O filme venceu o prêmio da crítica na última edição do Festival de Berlim.

O longa "Hoje eu Quero Voltar Sozinho", do diretor e roteirista Daniel Ribeiro, está fora da disputa pelo Oscar de melhor filme estrangeiro. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood divulgou nesta sexta-feira (19) a lista dos nove longas que avançaram na disputa, sem a presença da produção brasileira.
 



Os longas que seguem na corrida pela estatueta são "Relatos Selgavens" (do diretor Damián Szifrón), da Argentina, "Tangerines" (Zaza Urushadze), da Estônia, "A Ilha dos Milharais" (George Ovashvili), da Georgia, "Timbuktu" (Abderrahmane Sissako), da Mauritania, "Lucia de B." (Paula van der Oest), da Holanda, "Ida" (Pawel  Pawlikowski), da Polônia, "Leviatã" (Andrey Zvyagintsev), da Rússia, "Força Maior" (Ruben Östlund), da Suécia e "Libertador" (Alberto Arvelo), da Venezuela.



"Foi muito bom para o filme, que nasceu super pequeno como um curta, chegar a ser escolhido pelo Brasil para concorrer ao Oscar. Só com isso a gente já estava muito feliz", contou ao UOL o cineasta Daniel Ribeiro, que ainda não sabia da notícia.



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COMENTÁRIO DESTE BLOGUEIRO

Tomara que saia em DVD. Muita gente vai querer comprar, inclusive eu. Sem dúvida, esse filme já é um marco na história do cinema brasileiro. Não é uma história complexa. Não traz uma estética inovadora. Não apresenta qualquer novidade - jovens gays se apaixonam com ou sem necessidades especiais. Porém, o filme coloca o tema no cenário cinematográfico e se impõe a outras mídias pelo sucesso que obteve e isso é inédito para um romance/drama gay no Brasil.

Parabéns aos diretores, produtores, atores e todos os espectadores que tornaram essa história num verdadeiro destaque nacional em 2014. Eu assisti no Odeon-Cinelândia e adorei o trabalho.

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