Violência contra transexuais e travestis no Brasil repercute no Dia Internacional da Memória Trans

Ontem foi o Dia Internacional da Memória Trans. Estava usando meu perfil do Twitter em inglês. Tenho dois. Um em português, no qual tenho muitos amigos e seguidores, e outro em inglês que é menos popular, mas garante repercussão quando quero divulgar algum tema ligado à comunidade LGBT brasileira entre estrangeiros.

Ontem, foi o inverso. O usuário Transviolencetracker, que significa algo como 'acompanhador da violência trans' (o endereço do perfil é @TransHarmTrack), tuitou os nomes, as nacionalidades e como foram mortas centenas de transexuais e travestis ao redor do mundo. O Brasil era o país mais citado. E precisava ser. Nosso país, infelizmente, é primeiro colocado em assassinato de pessoas transgêneras. 

Retuitei os casos brasileiros que fui encontrando na linha do tempo do Transviolencetracker. Depois agradeci por não deixarem esses casos caírem no esquecimento. Certamente, muitos estrangeiros receberam essas informações, tanto pelo perfil deles como pelo meu. 

Veja abaixo o meu tweet e a resposta deles. Fiquei emocionado com o carinho desse pessoal (tradução logo abaixo):


Eu: Tão triste, mas tão verdadeiro que as pessoas transgêneras estejam sob constante risco de morte no Brasil. Obrigado por lembrarem delas.

Eles: Estamos com vocês sempre, Sergio. Nós NÃO esqueceremos!


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QUE AS AUTORIDADES APRENDAM A ENCARAR COM SERIEDADE E COMPETÊNCIA ESSES CRIMES E PUNIR OS CULPADOS. MAIS DO QUE ISSO, QUE SE EMPENHEM EM EDUCAR PARA A DIVERSIDADE E CONTRA A TRANSFOBIA.

NÃO SÓ ISSO, MAS QUE CADA UM DE NÓS APRENDAMOS A RESPEITAR AS PESSOAS TRANSGÊNERAS, COMEÇANDO POR NÃO FAZER PIADAS COM ELAS OU DISTINÇÃO NO TRATAMENTO QUE DAMOS A ELAS COMO PESSOAS DIARIAMENTE. 


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ATUALIZAÇÃO EM 21/11/14:

Hoje enviei um tweet para o Transviolencetracker comentando sobre esse post e seu fundador respondeu. Veja o meu tweet e o dele traduzidos abaixo:


Como é bom somar com quem faz diferença na construção de um mundo melhor! Obrigado, Allison Woolbert! E um forte abraço a todos os que lutam por essa causa.

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