Direitos LGBT: ONU, Daniela Mercury, Parlamento Catalão e Assembleia Extraordinária do Vaticano



Parlamento catalão aprova a lei anti-homofobia. / ALBERT GARCIA



Parece que os governantes e legisladores vão entendendo o recado da ONU na voz de Daniela Mercury e em documentos preciosíssimos expedidos por aquela organização, bem como outros esforços de organizações voltadas para os direitos humanos e - em específico- os direitos LGBT.

Segundo o jornal El País, o parlamento catalão acaba de aprovar uma lei anti-homofobia. A decisão foi tomada na quinta-feira, 02 de outubro de 2014. Entre os destaques do jornal, estão as seguintes declarações:

O regime de sanções, uma das características progressistas da lei, estabelece uma escala de gravidade das falhas e multas, que vão desde o equivalente a um dia até dois anos do indicador de adequação de renda da Catalunha (569 euros por mês). “Sem regime de sanções, esta lei seria uma mera declaração de intenções. Trata-se de um regime dissuasivo”, defendeu a republicana Anna Simó.

“Sinto raiva quando alguém parece negar ou menosprezar a discriminação que sofrem os gays agora ou no passado ou que corremos o risco de sofrer. Esses que falam depreciativamente de lobby gay. Olhem a tribuna! Não é um grupo que trabalha escondido para obter interesses ilegítimos. É um grupo que trabalha em defesa de direitos que, no final, são de todos”, afirmou o um dos líderes socialistas. Ele foi um dos primeiros políticos na Espanha a sair do armário, e assegurou que “quando ouço falar em termos depreciativos de lobby gay, penso que ‘o ladrão pensa que todos são de sua condição’.”

Outro deputado, David Fernández, lembrou que segundo a Promotoria de Delitos de Ódio na Catalunha, um caso de homofobia é registrado por dia. Também assegurou que os argumentos da oposição “justificam que seja necessário criar políticas como as que hoje aprovamos”.



Na última segunda-feira, 06 de outubro, foi a vez do Vaticano reunir um Sínodo para discutir a incontornável presença das famílias homoparentais e dos casais homoafetivos na igreja e fora dela. O documento expedido não é exatamente tudo o que se espera, mas aponta para uma disposição de mudança de paradigmas nesse assunto.

O site Terra registra o seguinte:


"Os homossexuais não devem ser discriminados e divorciados pertencem à Igreja". É o que diz o documento base que os bispos debaterão na 3ª Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos sobre a Família, que começou nesta segunda-feira no Vaticano.

Esses dois enunciados estão no 'relatio ante disceptationem' (relatório precedente ao debate), texto que engloba as posições expostas durante duas semanas os padres sinodais, bispos com voz e voto na assembleia, e que foi lido pelo cardeal húngaro Peter Erdo, presidente-delegado do Sínodo.

No texto constata que existe um amplo consenso com relação ao fato que as "pessoas de tendência homossexual não serem discriminadas, como recalca também o Catecismo da Igreja Católica".

Contudo, o documento ressalta que entre as posições que os participantes e os fiéis, que foram consultados antes deste Sínodo, expressarão "não se espera uma equiparação destas relações (homossexuais) com o casamento entre homem e mulher".
Bem, é justamente essa última parte que ainda está longe do que se espera, mas isso vai acabar mudando, assim como já mudaram tantas outras coisas ao longo da história da igreja. E quando a maior igreja do mundo conseguir avançar nesse ponto, ela se tornará muito maior ainda. Pode crer. ;)

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