Religiosos Contrários ao Comício pelos Direitos Gays do 'Pink Dot' Podem Usar Branco em Protesto

Religiosos Contrários ao Comício pelos Direitos Gays do 'Pink Dot' Podem Usar Branco em Protesto

Fonte: Reuters via The Huffington Post
Tradução: Sergio Viula 
Para o blog Fora do Armário com leve adaptação.



IMAGENS DOS COMÍCIOS E SHOWS DO PINK DOT (CINGAPURA)
2012 E 2013












Cingapura, 23 de junho (Reuters) – Alguns cristãos se juntaram aos muçulmanos em conclamar seguidores a usarem branco nesse final de semana em protesto ao sexto comício pelos direitos gays promovido pelo “Pink Dot”, que atraiu um recorde de 21 mil participantes no ano passado.

Cingapura está observando crescente ira a respeito de temas que vão da imigração e do custo de vida aos direitos gays – tudo num país onde a discórdia é ativamente desencorajada e reuniões políticas demandam permissão a despeito de quantas pessoas estejam envolvidas.

Ano passo o comício do Pink Dot foi realizado apenas alguns meses depois que a Alta Corte rejeitou a petição para revogar a lei que criminaliza sexo entre homens.

Ustaz Noor Deros, um professor muçulmano, lançou o movimento do Use Branco semana passada, conclamando muçulmanos a não participarem do evento no sábado, e a usarem roupas brancas durante as orações naquela noite enquanto aguardam a chegada do mês sagrado do Ramadã. A página dele no Facebook conquistou mais de 33 mil ‘curtidas’.

O movimento “Use Branco” recebeu a adesão de Lawrence Khong, diretor da Igreja Batista Comunidade de Fé (Faith Community Baptist Church), e da rede de igrejas LoveSingapore. Ele também encorajou os membros de sua igreja a usarem branco nos cultos desse final de semana.

"Não podemos e não iremos endossar a homossexualidade. Continuaremos a resistir a qualquer promoção pública da homossexualidade como um estilo de vida alternativo,” disse Khong numa publicação no Facebook.

A maioria do povo de Cingapura parece estar contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mesmo com o Pink Dot registrando crescente apoio desde seu começo em 2009, inclusive atraindo patrocinadores como a BP,  a Goldman Sachs e o Google.

Um estudo feito pelo Institute of Policy Studies publicado no começo deste ano descobriu que até esse ano, 78,2 por cento do povo de Cingapura achava que relações sexuais entre dois adultos do mesmo sexo eram sempre ou quase sempre erradas, e 72,9 por cento deles eram contra o casamento gay.

Os ministros do governo de Cingapura pediram restrição ao crescente apoio ao movimento Use Branco, apesar de ativistas dos direitos humanos dizerem que eles deveriam ser mais explícitos na condenação da discriminação.

"O Estado precisa entrar e desempenhar um papel claro de uma perspectiva legal,” disse Braema Mathi, presidente do MARUAH, um grupo de direitos humanos. 



ESSE ANO SERÁ NO DIA 28 DE JUNHO. 


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