Pioneirismo: Padre Transgênero prega em catedral de Washington

Partridge é o capelão Episcopal da Universidade de Boston, professor e conselheiro

Dr. Cameron Partridge, um dos sete membros abertamente transgêneros do clero da Igreja Episcopal, falou à Catedral do púlpito de Canterbury em homenagem ao mês do orgulho da comunidade de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros.


23 de Junho de 2014

Da Agência REUTERS


Partridge é o capelão Episcopal da Universidade de Boston, professor e conselheiro (Reprodução/Internet)
Um capelão Episcopal se tornou neste domingo (22) o primeiro padre abertamente transgênero a pregar na histórica Catedral Nacional em Washington.

O reverendo Dr. Cameron Partridge, um dos sete membros abertamente transgêneros do clero da Igreja Episcopal, falou à Catedral do púlpito de Canterbury em homenagem ao mês do orgulho da comunidade de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros.

Partridge disse aos congregados em sua aparição como convidado que estava orgulhoso de fazer parte de uma igreja que estava se movimentando para a aceitação de todas as pessoas, independentemente da sua orientação sexual ou identidade.

"Assim como contemplamos uns aos outros nestes dias de celebração, que possamos honrar a nossa forma de apoiar um ao outro", disse ele.

Partridge, que iniciou a transição do sexo feminino para o masculino há uma década, é o capelão Episcopal da Universidade de Boston e professor e conselheiro da Harvard Divinity School.

O reverendo Gene Robinson, o primeiro bispo Episcopal abertamente gay, presidiu o serviço neste domingo, que incluiu leituras e orações por integrantes gays, lésbicas e transgêneros da Igreja.

A Igreja Episcopal, um instituição independente dos Estados Unidos afiliada ao Anglicanismo, votou em 2012 para permitir a ordenação de pessoas transgêneras, assim como aprovou a benção ao casamento homossexual.


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COMENTÁRIO DESTE BLOGUEIRO

É emocionante testemunhar o avanço da consciência igualitária em diversos aspectos da vida social, política, cultural, econômica em várias partes do mundo. Apesar de não sentir a menor necessidade de uma filiação religiosa, celebro esses avanços no contexto da vida eclesiástica de várias denominações, porque quanto menos preconceito (em qualquer lugar), melhor!

Parabéns aos Episcopais por estarem há muito tempo dando bons exemplos de celebração à diversidade e não apenas de 'tolerância' às diferenças.

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