Michael não aguentou o bullying na escola



Ele tem apenas 11 anos. Estudava numa escola de Raleigh na Carolina do Norte. Não suportou o sofrimento que o bullying de seus colegas de escola lhe causava, e tentou enforcar-se em seu próprio quarto. Só não morreu, porque os pais chegaram a tempo de resgatá-lo, mas os danos já estavam feitos. Michael Morone ficou em coma durante duas semanas até que voltou a dar sinais de consciência, movendo apenas os braços. Os médicos dizem que a falta de oxigenação do cérebro durante o período em que ficou pendurado no quarto pode causar danos permanentes. E tudo isso aconteceu porque ele simplesmente gostava do desenho “My Little Pony”.

Felizmente, quando ele reclamava do bullying e explicava a razão, os pais deixavam claro que o amariam da mesma forma se ele fosse gay e que não deveria se envergonhar de gostar dos pôneis coloridos, mas ele não aguentou a pressão na escola.

Os dubladores do programa predileto de Michael enviaram presentes, gravaram vídeos e criaram um fundo que, com a doação de outros fãs, chegou a mais de 80 mil dólares. Esse dinheiro vai ajudar nas despesas médicas do menino.

Michael não foi o primeiro caso naquela escola. Em 2000, um outro estudante se enforcou no ginásio por ser perseguido pelos outros alunos.

O que essa história deixa claro é que um programa educativo que supere a ditadura de gênero é imprescindível. A ideia de que isso é de menino e aquilo de menina é um conceito fabricado a partir de preconceitos e só ajuda a perpetuar o estigma contra aqueles que não se enquadram nessas categorias. No Brasil, recentemente os deputados federais rejeitaram a inclusão da não-discriminação por identidade gênero e orientação sexual no Plano Nacional de Educação. A decisão foi tomada sob intensa campanha de deputados fundamentalistas e expectadores da ala católica e evangélica. Houve mobilização de vários setores a favor da inclusão dos termos identidade de gênero e orientação sexual no texto, mas prevaleceu a ignorância e o desprezo pela vida humana.

Renovemos o Congresso nas próximas eleições para deputados e senadores. Nossa vida merece mais que isso. Nosso voto é nossa única esperança de ver gente séria e comprometida com a inclusão nas casas de lei mais importantes do país.

Comentários

  1. Enquanto isto eu vejo umas bibas sem noção, achando que ser gay e evangélico não é nenhum problema.

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    1. Elas vão só alimentando o monstro que a devora...

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  2. Mas o que é isso? Escola ou campo de concentração?

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