PERU: Para que isso nunca mais aconteça.


Fonte: All Out (inglês)
Tradução: Sergio Viula


Richard eu eu moramos juntos por 3 anos e estávamos realmente felizes e apaixonados. Um dia, ele reclamou que seu pescoço estava doendo e foi logo hospitalizado.

Eles me proibiram de vê-lo. Disseram que eu não contava como família. Eu só pude espia-lo no quarto por dois minutos. Tempo suficiente para segurar sua mão e dizer-lhe que eu o amava. Ele morreu no dia seguinte. Eu tive permissão para estar lá.

Isso aconteceu porque éramos um casal gay no Peru e lá não há lei que nos proteja. Mas, na próxima quinta-feira, 23 de abril, haverá uma votação para decidir se famílias como a minha pode ser protegidas por meio de união civil.

A votação será apertada, mas a voz do presidente pode mudar tudo. Você se juntaria a mim pedindo ao presidente  Humala para publicamente apoiar as uniões civis de modo que ninguém mais enfrente o que Richard e eu passamos?

ACESSE E ASSINE: https://www.allout.org/peru


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COMENTÁRIO DESTE BLOGUEIRO

É com lágrimas que traduzo a mensagem de Roberto. A All Out não a disponibilizou em português. 

E será justamente no dia em que eu e Emanuel comemoramos 7 anos de união, dia 23 de abril, que a lei de uniões civis homoafetivas será votada no Peru. 

Graças ao Supremo Tribunal Federal brasileiro e ao Conselho Nacional de Justiça, pudemos ir ainda mais longe e nos casar em cartório no dia 22 de janeiro.

Meus olhos marejam só em pensar que o que aconteceu a Roberto e Richard poderia ter acontecido comigo e Emanuel se não fosse a decisão do STF e do CNJ. Injustiças como a que Roberto e Richard enfrentaram têm que ser corrigidas, erradicadas e nunca permitidas novamente.

Assine a petição. 

E se você está numa relação estável de amor e compromisso, case-se. Garanta seu direito. Não se case por causa da teatralização romântica e caríssima que o setor de comércio e serviços arma em torno de um momento tão simples, mas tão sério. Emanuel e eu não não fizemos nada como manda o figurino das superfluidades. Apenas nos casamos e mesmo assim foi especial sob vários pontos de vista. Quem ler "Crônicas de um Casamento Duplamente Gay" vai entender o que quero dizer. 

Case-se para garantir seus direitos e de seu parceiro ou parceira. Além disso, cada novo casamento é mais um tijolinho na construção de uma cidadania mais igualitária no Brasil. Emanuel e eu fazemos parte dessa fantástica estatística que só recentemente tornou-se acessível a casais do mesmo sexo.

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