O que posso fazer? Ideias para Aliados dos LGBT


Aliado - Rutger

Center for Social Justice Education and LGBT Communities
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O que posso fazer?
Ideias para Aliados


Uma lista para iniciantes em coisas que você pode fazer para ser um apoiador.


1. Confronte a Homofobia e Resista ao Heterossexismo

2. Recuse-se a tolerar atitudes, declarações ou piadas anti-lésbicas, anti-gays, anti-bissexuais ou anti-transexuais.

3. Pela aos outros que retirem ‘humor’ anti-LGBT de locais de convivência ou que sejam colocados em escritórios particulares ou lugares de residência privada.

4. Denuncie todo comportamento de assédio ou discriminação às autoridades competentes.

5. Exiba material positive em apoio às pessoas que são lésbicas, gays, bissexuais ou transgêneras. Se possível coloque panfletos sobre atividades de grupos e programas de apoio, e fontes de recursos para pessoas que sejam lésbicas, gays, bissexuais, ou transgêneras.

6. Tenha informação disponível para serviços que pessoas que são lésbicas, gays, bissexuais ou transgêneras possam precisar. Conheça recursos, incluindo literatura, grupos de apoio, organizações, indivíduos, etc. na sua área de modo que você possa indica-los às pessoas quando necessário.

7. Não pressuponha que todo mundo que você encontra/conhece seja heterossexual.

8. Use linguagem especificamente inclusiva, não marcada por gênero, que não presuma a heterossexualidade alheia. Use linguagem inclusiva nas conversas e também em materiais escritos, políticas [organizacionais], formulários, etc.

9. Eduque-se em temas e preocupações que são relevantes para pessoas que são lésbicas, gays, bissexuais ou transexuais. Tome a iniciativa de obter informação acurada.

10. Frequente eventos, encontros ou programas patrocinados por ou para pessoas que se identificam como LGBT.

11. Ganhe perspectiva conversando com pessoas que são LGBT. Aprenda através de suas experiências.

12. Mantenha uma perspectiva equilibrada. Não assuma que a orientação sexual de uma pessoa que é LGBT seja o aspecto mais importante da vida daquela pessoa. Lembre-se que todos são indivíduos multifacetados cuja sexualidade é apenas uma parte de sua vida total.

13. Não pressuponha que ser LGBT seja tão difícil e apresente tantos problemas que você precise sentir pena das pessoas que são LGBT. Elas têm os mesmos problemas que todos. Elas têm tantas chances de ser bem-ajustadas quanto de ter dificuldades em lidar com o estresse em suas vidas.

14. Por causa do preconceito e da discriminação, porém, elas têm que lidar com alguns tipos de geradores de estresse específicos.

15. Não pressuponha que ser lésbica, gay, bissexual ou transgênero não importa; por exemplo, pensando que “eles são iguais a todo mundo e eu trato todas as pessoas do mesmo jeito.” Ao mesmo tempo em que todos merecem ser tratados com igualdade, isso é diferente de tratar todo mundo do mesmo jeito. A experiência de ser lésbica, gay, bissexual ou transgênero numa sociedade amplamente discriminadora tem um efeito profundo em como aquela pessoa se vê a si mesma e como ela experimenta o mundo.

16. Respeite a confidencialidade o tempo todo. É imperativo que você seja digno de confiança.

17. Examine suas próprias arbitrariedades e medos. Você tem que explorar seus sentimentos e crenças mais profundos sobre a homossexualidade. Se você estiver desconfortável com esse assunto, isso será dito a outros. Sua habilidade para se abrir e aceitar será limitada por suas crenças e atitudes não examinadas. Esteja pronto para avaliar áreas com as quais você esteja desconfortável. Esteja pronto a conversar sobre suas dúvidas, medos e incertezas com outros, de modo que você possa resolvê-los.

18. Conheça seus limites. Poderá haver momentos em que as necessidades e preocupações de um indivíduo estejam além de sua habilidade para ajuda-lo. Saiba quando você atingiu o limite de seu conhecimento ou paciência e esteja preparado para buscar outros com conhecimento e expertise adicional para lhe dar assistência.

19. Não se surpreenda quando alguém sair do armário para você.

20. Lide com sentimentos primeiro. Você poderá ser útil apenas por ouvir e dar a alguém a chance de falar sobre seus sentimentos e experiências.

21. Ofereça reforço positivo para pessoas que sejam lésbicas, gays, bissexuais ou transgêneros que se contraponha às mensagens de vergonha e culpa sobre a homossexualidade que são tão prevalentes na sociedade.

22. Tome por certo que em qualquer lugar (por exemplo, local de trabalho, reuniões organizacionais, locais residenciais, etc.) existem pessoas que são lésbicas, gays, bissexuais ou transgêneros se questionando quão seguro aquele ambiente é para elas. Ofereça segurança fazendo claro que seu apoio às pessoas que são lésbicas, gays, bissexuais ou transgêneros.

Inclua temas e tópicos LGBT em seminários de treinamento, currículos, programações, oficinas de desenvolvimento profissional, etc. quando apropriado.

23. Se as pessoas chegarem à conclusão de que você é lésbica, gay, bissexual ou transgênero porque você fala sobre tópicos LGBT, ou porque você é amigo de pessoas lésbicas, gays, bissexuais ou transgêneros, ou porque você está lendo uma publicação lésbica, gay, bissexual ou transgênero, ou porque você tem sido carinhoso com alguma pessoa do mesmo gênero: resista ao seu ímpeto de negar isso. Desafie a si mesmo a resistir em ver tal pressuposição como uma acusação, ou alguma coisa que tenha que ser negada.  Desafie-se a não se recolher à segurança de sua identidade heterossexual e aos privilégios heterossexuais.

24. Lembre-se que as pessoas que são lésbicas, gays, bissexuais ou transgêneros vêm dos mais diversos backgrounds com uma série de experiências. Trate todos como indivíduos singulares.

Fonte: Northern Illinois University Safe Zone Ally Handbook

Assim como pessoas lésbicas, gays, bissexuais ou transgêneros podem precisar passar por estágios para “sair do armário”, as pessoas heterossexuais também experimentam mudanças de atitude a respeito das minorias sexuais. Onde você está no processo de se tornar um ALIADO?

1. Repulsa

A homossexualidade e vista como um crime contra a natureza. Gays/lésbicas* são doentes, loucos, imorais, ímpios, etc..
Tudo é justificado para muda-los: prisão, hospitalização, terapia negativa de comportamento, violência, etc.

2. Pena

Chauvinismo heterossexual. A heterossexualidade p mais Madura e certamente preferível. Qualquer possibilidade de se tornar heterossexual deve ser reforçada, e aqueles que parecem ter nascido assim devem ser alvo de pena.

3. Tolerância

A homossexualidade é apenas uma fase do desenvolvimento adolescente que muitas pessoas podem atravessar e da qual a maioria sai ao crescer. Assim, gays/lésbicas* são menos maduros do que heterossexuais e deveriam ser tratadas com aquele protecionismo e indulgência que se dão às crianças. Gays e lésbicas não devem receber posições de autoridade porque ainda estão atuando através de seu comportamento adolescente.

4. Aceitação

Ainda implica em que haja algo para se aceitar. É caracterizada por declarações como “você não é lésbica, você é uma pessoa” ou “o que você faz é problema seu” ou “por mim, tudo bem, simplesmente não ostente isso”.

5. Apoio

Trabalha para salvaguardar os direitos de lésbicas e gays. Pessoas neste nível podem sentir-se desconfortáveis, mas estão cientes do clima de homofobia e injustiça irracional.

6. Admiração

Reconhece que ser gay/lésbica em nossa sociedade exige força. As pessoas nesse nível estão dispostas a verdadeiramente examinar suas atitudes, valores e comportamentos homofóbicos.

7. Apreciação

Valoriza a diversidade das pessoas e vê gays/lésbicas* como uma parte válida de nossa diversidade. Essas pessoas estão dispostas a combater a homofobia em si mesmas e nos outros.

8. Acolhimento

Reconhece que pessoas gays/lésbicas* são indispensáveis em nossa sociedade. Vê gays/lésbicas* como indispensáveis em nossa sociedade. Vê gays/lésbicas* com afeição genuína e deleite, e estão dispostas a ser aliadas e defensoras.

Esse folheto foi reproduzido e adaptado de UC Riverside LGBT Resource Center “Trans Ally”. Traduzido por Sergio Viula para o blog Fora do Armário em 16/março/14.

Nota do tradutor: Onde se lê gays/lésbicas*, incluam-se bissexuais e transgêneros. Eles não constavam nesse segundo folheto, mas deviam constar.  ;)

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