HIV entre heterossexuais e as vantagens da camisinha feminina

Fonte: Revista Elle, depois da página 252, edição 310, ano 26, março 2014

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Na manhã de hoje, meu marido se deparou com essa propaganda/campanha por sexo seguro e me mostrou. Ele estava lendo a revista Elle, porque adora moda e cosméticos, inclusive porque trabalha com produtos de beleza. Assim que ele me mostrou, associei a imagem de Neymar, famoso por seu futebol e sua pegada heterossexual, ao fato de que a incidência de contágio por HIV tem crescido muito entre heterossexuais. Quando vi que a UNAIDS endossava a propaganda, não tive dúvida. Daí, nasceu esse post.

Parabéns pela iniciativa, revista Elle, Ed. Abril, Neymar, Jontex e Unaids.

Sergio Viula



Vírus HIV infecta mais grupo dos heterossexuais, diz estudo

Eles representam 67,5% dos casos, sendo a maioria formada por mulheres



Heterossexuais adultos representam a maior parcela nas novas notificações de infecção pelo vírus HIV. Em 2012, 67,5% dos casos informados pela rede de saúde pertenciam ao grupo de heterossexuais, sendo a maioria formada por mulheres, com 58,2%. O levantamento também mostra que a maior incidência de contaminação está na faixa de 30 a 49 anos, incluindo héteros e homossexuais. Os grupos vulneráveis, somados, responderam por um terço nas notificações. O Rio é o quarto estado com maior incidência do vírus: 28,7 por cem mil habitantes, acima da média nacional, que é de 20,2. A maior taxa do país está no Rio Grande do Sul, de 41,4, seguido por Santa Catarina (33,5) e Amazonas (29,2), segundo levantamento do sociólogo Júlio Jacobo Waiselfisz, com base nos dados do Ministério da Saúde.

- Fazer sexo sem preservativo é roleta-russa. Não se fala mais em grupo ou comportamento, mas em exposição de risco. A cada mil pessoas no Brasil, quatro a seis estão infectadas pelo HIV. Parece pouco, mas, quando se calcula pelo total da população, chegamos a cerca de um milhão de pessoas portadoras do vírus. E pelo menos um terço delas ainda não sabe - afirma o infectologista Alexandre Barbosa, da Faculdade de Medicina da Unesp-Botucatu e membro da Sociedade Brasileira de Infectologia.



PARA PENSAR (por Sergio Viula): 

Homossexuais ainda são impedidos de doar sangue. Contudo, o que interessa não é se alguém se declara homo, hetero ou bissexual, mas se transou de modo arriscado em algum momento. De posse dessa informação que - espera-se - seja fidedigna, os exames mostrarão se o sangue é saudável ou não. 

Chega de heteronormatividade nos bancos de sangue. O sangue de uma pessoa LGBT saudável é tão bom quanto o sangue de qualquer heterossexual saudável. O contrário também vale: o sangue doente de uma pessoa heterossexual é tão descartável quanto o sangue doente de uma pessoa LGBT. Qual a diferença, então? Tradição homofóbica não é ciência. Tem muita gente deixando de doar, mesmo sendo absolutamente saudável, só porque ama alguém do mesmo sexo. Chega de hipocrisia! Nenhuma orientação sexual é boa ou ruim. Perigoso é transar sem proteção, mesmo dentro de um casamento supostamente monogâmico. Parece extremo, mas é fato. Homens e mulheres casados e fiéis já foram contaminados por seus cônjuges, apesar de se acreditarem livres de qualquer risco. Extremista é a rotulação gratuita disso ou daquilo. Mais ciência e menos preconceito - isso é o que interessa.


ASSISTA ESSE VÍDEO FEITO PARA PROFISSIONAIS DE SAÚDE  SOBRE O PRESERVATIVO FEMININO

LINGUAGEM FÁCIL E INFORMAÇÕES EXCELENTES.

Assista principalmente se você é mulher, menina, tanto cisgênero como transgênero, homossexual, heterossexual ou bissexual.

Obs. Como o vídeo não é desse ano, o número de mulheres contagiadas que é mencionado no vídeo é maior agora, infelizmente. Isso só reforça a necessidade das mulheres se protegerem. 



Não use camisinha masculina e camisinha feminina ao mesmo tempo.

Homens que fazem sexo com homens só podem contar com a camisinha masculina.

Homens/mulheres que fazem sexo com mulheres podem fazer uso da caminha feminina. 

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