Luluzinha Teen tem personagem e beijo gays.



A polêmica do beijo gay saiu da TV e chegou aos quadrinhos, com Luluzinha Teen e sua turma. Na edição 57 do gibi, o personagem Edgar (da turma da Lulu) namora Fábio e passa maus bocados por causa do preconceito de seus pais. E a história piora quando os pais de Fábio decidem ir atrás dele na Anime Festa 2014, organizado pelos amigos da Lulu na escola em que estudam.
Os pais estão irredutíveis com o garoto, que recebe o apoio dos amigos e até do diretor do colégio, Vicente, que intercede a favor da relação dos meninos e conversa com os pais de Fábio para alertá-los quanto aos verdadeiros valores e atitudes que deveriam transmitir a seu filho, em vez de simplesmente discriminá-lo.
A objetivo da história é mostrar que ainda existe preconceito, apesar dos avanços da sociedade, mas que a nova geração representa uma esperança para todos aqueles que sofrem com a discriminação.
As informações são do jornal O Globo.
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Do Uol:
SUPER-HERÓIS

Enquanto que no Brasil a temática gay deu os seus primeiros passos numa página de HQ, nos Estados Unidos a abordagem é bem mais comum. Em “X-Men”, por exemplo, o mutante Estrela Polar, integrante da Tropa Alfa, saiu do armário em 1983 (quatro anos após a sua estreia nos quadrinhos). A demora para o anúncio se deu pelo fato de que, na época, existia um rigoroso código de conduta dentro da Marvel, uma espécie de censura disfarçada.
A história do herói engrenou e, na 51ª edição da revista “Os fabulosos X-Men”, ao lado do namorado de muitos anos, Kyle, movimentou o primeiro casamento homoafetivo dos gibis. Na ocasião, o chefe da empresa de HQs, Axel Alonso, disse que o episódio ia de encontro com a legalização da união entre pessoas do mesmo sexo na cidade de Nova York. “A maioria dos nossos heróis reside aqui (NY), obviamente que uma série de questões foi levantada. Estrela Polar é o primeiro personagem abertamente gay nos quadrinhos e tem uma relação antiga com seu namorado Kyle. Portanto, a pergunta que surgiu foi: como isso iria transformar a relação deles?”, acrescentou.
Além do mutante, outros heróis mais conhecidos do grande público também já tiveram seus nomes ligados a histórias com a temática. Alan Scott, o primeiro Lanterna Verde da DC Comics, foi recriado pela editora e apresentado como um gay que estava prestes a pedir a mão do namorado, Sam. O romance, no entanto, tomou um rumo completamente diferente do de Estrela Polar: logo após o pedido de casamento, o namorado do herói morreu num acidente de trem.
Mais recentemente, Wolverine também protagonizou um beijo em outro personagem do mesmo sexo, o semideus Hércules. O evento se deu no 14º volume da “X-Treme X-Men”, onde os mutantes vivem num universo alternativo. A cena acontece na Grécia Antiga, sob os dizeres “Somos os melhores heróis do nosso mundo. E, no dia em que derrotamos o pior monstro que já ameaçou o Dominion of Canada, revelamos nosso amor”.
POLÊMICA
Não foram apenas os homens que se assumiram nas HQs, algumas super-heroínas também “saíram do armário” ao longo dos anos. Entre elas, talvez a mais conhecida seja a Batwoman. Assim como no caso do Lanterna Verde, a personagem original passou por uma reformulação e foi apresentada como uma combatente do crime lésbica. Porém, os diretores da DC Comics chegaram a vetar um casamento gay entre a heroína e a namorada Maggie Sawyer, o que resultou na demissão dos roteiristas J.H. Williams III e W. Haden Blackman. “O herói não devia ter uma vida pessoal feliz. Quando se comprometem a ser herói e a defender os outros, eles sacrificam o que é pessoal”, defendeu o Publisher da empresa, Dan DiDio.

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