Sexodiversidade na mídia essa semana

Por Sergio Viula

Estamos na última semana de janeiro do ano de 2014 e é encorajador perceber que a sexodiversidade está na pauta do dia, não somente por razões de violência ou discursos de ódio, mas no mundo da notícia e do entretenimento. Por um lado, temos chorado as mortes de mais de 30 pessoas LGBT assassinadas só nesse primeiro mês do ano. Por outro, a sociedade brasileira vai amadurecendo a noção de que a sexodiversidade é um dado natural e que precisamos construir uma convivência pacífica e produtiva com todas as suas 'vertentes'.


O site Parou Tudo publicou: que se depender do marido, Fabian Aguilar, Clara pode seguir em frente com o romance com Vanessa no “BBB 14″, TV Globo. As duas se beijaram no início do programa. Veja a nota do site aqui: Parou Tudo.


Félix e Nico estão conquistando corações no Brasil inteiro. Com beijo ou sem beijo, o romance construído pelos dois a partir do texto de Walcyr Carrasco tem refletido a realidade de muitos casais (homoafetivos) novos no Brasil. A novidade não está na afetividade, mas no modo como a vida tem sido construída ao redor dela. Apesar do muito que ainda precisamos avançar, já demos grandes passos no direito a construir uma biografia a dois ou a duas com direitos finalmente reconhecidos a partir do casamento civil. Félix e Nico não são casados. Estão vivendo uma fase de namoro, mas as probabilidades de um casamento são grandes. Com ou sem casório, Nico tem demonstrado que a homoparentalidade, seja compartilhada ou sozinho, é tão legitima quanto a dos casais heterossexuais ou dos pais/mães solteiros heterossexuais.


O seriado A Teia que estreou essa semana terá beijo lésbico. Veja detalhes nesse artigo do Parana Online. Aqui: Beijo lésbico em A TEIA.



Depois do beijo entre mulheres do BBB, quem mostrou o beijo entre homens foi a Rede Bandeirantes na noite de segunda-feira, 27, no reality “Quem Quer Casar com Meu Filho?” O beijo foi entre Ramon e um de seus pretendentes, Gustavo. 

Veja mais no site Parou Tudo: Beijo gay na Band


É gratificante ver que a diversidade das relações humanas vai ganhando representações mais verossimilhantes, mais justas. Ainda temos um longo caminho pela frente, mas acredito que chegará o dia em que tudo isso dispensará polêmicas e será simplesmente incorporado à rotina de qualquer formato da dramaturgia ou dos reality shows, tanto quanto qualquer outro romance entre crianças que descobrem a inocência do amor com seus pares; jovens que descobrem os primeiros prazeres da sexualidade em seus círculos; adultos que constroem uma vida juntos ou simplesmente experimentam as alegrias de momentos íntimos;  e idosos que, na terceira idade, não têm medo/vergonha de serem felizes com a pessoa amada, sejam heterossexuais, bissexuais ou homossexuais, seja lá qual for o gênero.

Chega de machismo e heteronormatividade - os pais da misoginia, homofobia, transfobia e outros preconeitos. Celebremos a diversidade e a pluralidade que inclua igualmente todos os seres humanos, sem hierarquização alguma. 

Comentários