Papa Francisco substitui Arcebispo Ferozmente Anti-Gay de Yaoundé - Camarões.

Ferozmente Anti-Gay Arcebispo Simon-Victor Toyne Bakot da cidade de Yaoundé, Camarões, foi substituído pelo Papa


Arcebispo Victor Tonye Bakot - substituído por ordem do Papa Francisco



31 July 2013 | By Tris Reid-Smith
GAY STAR NEWS

Traduzido por Sergio Viula



O Papa substituiu o Arcebispo Simon Victor Tonye Bakot da cidade de Yaoundé, Camarões, que lutava contra os direitos LGBT e chamava o casamento gay de 'crime contra a humanidade'.

A decisão de substituí-lo veio na mesma semana em que o Papa Francisco indicou um posicionamento mais suave em relação aos LGBT, dizendo "quem sou eu para jugar?", referindo-se aos homossexuais.

Bakot, com 66 anos de idade, foi Arcebispo da capital dos Camarões, Yaoundé, desde novembro de 2003.

Ele era descrito como 'muito homofóbico' pelos defensores dos direitos LGBT nos Camarões que falaram com o Gay Star News hoje (31 de julho).

Em 2005, suas declarações contra a homossexualidade desencadearam um debate nacional, levando os jornais dos Camarões a publicarem uma lista de pessoas proeminentes, incluindo ministros do governo, que eles alegavam ser da "máfia gay".

Bakot parecia apoiar essa teoria de conspiração, dizendo que o sexo gay era "a causa do desemprego dos jovens, porque quando homens jovens se recusam a ter sexo homossexual com oficiais do governo, eles não conseguem emprego.

No ano passado, ele disse que os gays eram "um perigo para a unidade familiar" e "uma afronta à família, inimigos das mulheres e da criação".

Ele ligava os gays aos pedófilos e sugeria que os africanos "propusessem a poligamia ao Ocidente, exatamente como eles propõem a homossexualidade para nós".

Mas não se sabe se seu posicionamento anti-LGBT – que parece ir contra a visão do Papa Francisco – foi um fator que tenha contribuído para seu afastamento.

As principais razões citadas são "escândalos político", uma briga a respeito do equilíbrio étnico na Universidade Católica da África Central (UCAC), onde ele é o Grand Chancellor e má gestão de propriedade da igreja.

Sabe-se que ele hipotecou propriedades da igreja e a Jeune Afrique alega que a diocese deve agora seis bilhões de Francos Camaroneses (12 milhões de dólares ou 9 milhões de euros).

Ele foi temporariamente substituído pelo Monsenhor Jean Mbarga, Bispo de Ebolowa.

A partida acontece num momento em que há interesse internacional no clamor da população LGBT dos Camarões, acompanhando a tortura e assassinato do ativista gay Eric Lembembe mais cedo esse mês.

O site 76 Crimes relata que a investigação foi interrompida em meio ao clima de perseguição contra as pessoas LGBT.



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COMENTÁRIO DESTE BLOGUEIRO

Aparentemente, a questão passou sobretudo pela limpeza da corrupção mesmo: "Outro que renunciou foi o arcebispo de Yaoundé, em Camarões, também por conta de um escândalo financeiro. Simon-Victor Tonyé Bakot chegou a ser o presidente da Conferência Episcopal de seu país, mas também era um ativo empreendedor imobiliário." 

Já vão tarde. Geralmente, esses caras que ficam batendo muito na tecla homofóbica têm algo a esconder e usam isso para distrair. Enquanto a população fica preocupada com o 'furico' dos outros, eles vão enchendo os bolsos. Que bom que foram destituídos. Já vão tarde. E a população LGBT respira um pouco de paz por lá. 

VEJA O QUE DIZ O INSTITUTO HUMAITAS UNISINOS SOBRE ISSO: 

Comentários

  1. No universo anda tudo ligado. ;)
    "Escândalos políticos" pode ser muito vago, mas é abrangente e diz tudo. Hoje em dia ser pró ou anti-gay é um estatuto político.

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    Respostas
    1. Muito bem colocado, ManDrag!

      Feliz de te ver por aqui. ^^

      Abraço forte,
      Sergio Viula

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