Papa disse que impedir casamento gay "é uma guerra de Deus" e foi reprimido por Cristina - UOL - março de 2013


Em imagem de arquivo, o então cardeal Jorge Mario Bergoglio toma um mate - a versão argentina do chimarrão - em Buenos Aires. Bergoglio se tornou na tarde desta quarta-feira (13) o 267º papa, adotando o nome de Francisco Leia mais Javier Raul Dresco/AFP/Arquivo 7.ago.2009

Papa disse que impedir casamento gay "é uma guerra de Deus" e foi reprimido por Cristina

Do UOL, em São Paulo

13/03/2013 - 17h00



O papa Francisco, nome adotado pelo argentino Jorge Mario Bergoglio, escolhido nesta quarta-feira (13) para suceder Bento 16, já sofreu duras críticas da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, após ele liderar uma campanha contrária a união de pessoas do mesmo sexo. As críticas foram feitas em julho de 2010, quando o Senado argentino aprovou o casamento gay.


Na época, Bergoglio afirmou que a aprovação do casamento gay era um "ataque destrutivo ao plano de Deus" e que a adoção de crianças por homossexuais era uma maneira de discrimina-la.

Após as declarações, o novo pontífice, então arcebispo de Buenos Aires, sofreu uma reprimenda pública da presidente, que estava em Pequim, na China, em viagem oficial. Kirchner acusou as lideranças religiosas contrárias ao casamento gay de estarem nos "tempos das cruzadas".


"Eles estão retratando isso como uma questão religiosa e moral e uma ameaça à "ordem natural", quando o que estamos fazendo é olhar para a realidade", disse Kirchner.

Conservador


Na Argentina, Bergoglio é conhecido pelo conservadorismo e pela batalha contra o kirchnerismo. O prelado também é reconhecido por ser um intenso defensor da ajuda aos pobres. O argentino costuma apoiar programas sociais e desafiar publicamente políticas de livre mercado.

Bergoglio é considerado um ortodoxo conservador em assuntos relacionados à sexualidade, se opondo firmemente contra o aborto, o casamento entre pessoas do mesmo sexo e o uso de métodos contraceptivos.

Em 2010, entrou em controvérsia pública com a presidente Cristina Kirchener ao afirmar que a adoção feita por casais gays provocaria discriminação contra as crianças. 



Novo papa nasceu em Buenos Aires


Primeiro papa latino-americano da história da Igreja Católica, Jorge Mario Bergoglio nasceu em Buenos Aires, capital da Argentina, em 17 de dezembro de 1936.

Foi ordenado sacerdote em 13 de setembro de 1969 e nomeado bispo titular de Auca e auxiliar de Buenos Aires pelo papa João Paulo 2º em 20 de maio de 1992. No mesmo ano, ele foi confirmado como bispo titular da capital argentina, em 27 de junho.

A nomeação como arcebispo também foi feita por João Paulo 2º em 3 de junho de 1997. Chegou ao posto de cardeal pelas mãos do mesmo papa em 21 de fevereiro de 2001.




13.abr.2013 - Montagem da agência "Associated Press" com os oito cardeais nomeados pelo papa Francisco para a Cúria, o conselho que orientará o sumo pontífice no governo da Igreja Católica. Da esquerda para a direita, os cardeais e seus países de origem são: (parte de cima) Giuseppe Bertello (Vaticano), George Pell (Austrália), Oscar Andrés Rodrguez Maradiaga (Honduras) e Oswald Gracias (Índia); (parte de baixo da imagem) Francisco Javier Errzuriz Ossa (Chile), Reinhard Marx (Alemanha), Laurent Monsengwo Pasinya (Congo) e Sean Patrick O'Malley (EUA) - AP


Bergoglio é o 266ª papa da história da Igreja Católica. Filho de um casal de italianos --Mario e Regina Bergoglio--, o religioso jesuíta chegou a se formar como técnico químico, mas logo abraçou o sacerdócio e começou seus estudos religiosos no seminário de Villa Devoto, bairro da capital argentina.


Estudou na faculdade de teologia do colégio de San José, em San Miguel de Tucumán, cidade no norte da Argentina.

Seu sacerdócio começou em 1969, mesmo ano em que foi para Espanha completar sua formação intelectual de jovem sacerdote na Universidade Alcalá de Henares, em Madri. A partir de seu retorno à Argentina, em 1972, continuou sua carreira apostólica no norte do país, na mesma San Miguel de Tucumán.

Bergoglio retornou a Europa em 1986, na Alemanha, para concluir seu doutorado, mas acabou retornando ao seu país no mesmo ano para assumir o cargo de diretor espiritual e confessor da Companhia de Jesus, em Córdoba.

Seu retorno à cidade natal aconteceu em 1992, quando foi nomeado por João Paulo 2º bispo de Auca e auxiliar de Buenos Aires.


FONTE: http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2013/03/13/novo-papa-sofreu-duras-criticas-de-cristina-kirchner-apos-campanha-contra-casamento-gay.htm (publicado em 13 de março de 2013 por ocasião da eleição do Papa Francisco)
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COMENTÁRIO DESTE BLOGUEIRO 

Esperar grandes mudanças sobre a políticas do Vaticano em relação à dignidade e aos direitos do cidadão LGBT pode ser ingenuidade, mas isso não impede que os LGBT que estão na Igreja Católica tabalhem por mudanças, ao menos, em seus círculos de convivência. Conheça a Diversidade Católica: http://www.foradoarmario.net/2013/07/diversidade-catolica-reunida-durante.html 

 E, é claro, religião nunca é indispensável. Pelo contrário, pode ser - e geralmente é - um peso a mais para se carregar na jornada da vida. Conheça pessoas que vivem muito bem sem filiação ou mesmo crença religiosa: http://ligahumanista.org/


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