GGB recomenda ao Papa Francisco não condenar casamento gay

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GGB recomenda ao Papa Francisco não condenar casamento gay


O Grupo Gay da Bahia (GGB), mais antiga entidade do gênero no país,
divulgou nota na terça (11/06/13).


Por RIUS.com.br - Informa- 12/06/2013 15h01

Papa Francisco durante ato no Vaticano | FOTO: Reprodução/Vaticano |



Preocupados com eventuais discursos condenando a homossexualidade durante a Jornada Mundial da Juventude, que ocorre no Rio de Janeiro, entre os dias 23 e 28 de junho, o Grupo Gay da Bahia (GGB), mais antiga entidade do gênero no país, divulgou nota na terça (11), na capital baiana, recomendando ao Papa Francisco, principal estrela do evento católico, que “não fale nada contra os direitos humanos dos homossexuais já que no Brasil foi legalizado o casamento homoafetivo, apoiado por mais da metade dos brasileiros, inclusive pelos cantores que abrilhantarão a Jornada: Ivete Sangalo, Milton Nascimento e Michel Teló”.

O GGB apela também para os jovens que estarão no Rio para que “respeitem a sua própria livre orientação sexual e a dos outros”, sem ser preconceituoso e garante que “Jesus nunca condenou o amor homoafetivo, disse até que ‘há eunucos (gays) que assim nasceram do ventre de suas mães’”. Com isso a entidade sustenta que “a homofobia – o ódio anti-homossexual – é pecado grave que atenta contra a lei áurea do cristianismo, ‘amai-vos uns aos outros!’”.

Os ativistas do movimento gay incentivam os jovens católicos a superar “sua eventual homofobia internalizada imposta pelos moralistas intolerantes e que se aceitem como são: legítimos templos do Espírito Santo, pois Jesus nunca fez acepção de pessoas. E protestem contra qualquer declaração ou manifestação de intolerância anti-LGBT: exijam o mesmo respeito demonstrado por Cristo às pecadoras e desviantes sexuais”.

Orienta ainda que, caso os católicos encontrem “alguma ‘garota de Ipanema’ ou algum ‘Menino do Rio’, não se esqueçam de que usar preservativo é um ato de amor”. O GGB interpreta também que a “idade do livre consentimento sexual no Brasil é 14 anos, segundo o Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), porém, é mais tranquilo só relacionar-se com maiores de 18 anos”.

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