Ex-SEAL da Marinha americana assume-se transexual


Beck: "Estou começando a viver minha vida como uma mulher plena."
 
 
Ex-SEAL da Marinha americana assume-se transexual: "Eu quero alguma felicidade."

Por Chuck Hadad, Susan Chuan and Dana Ford, CNN 
June 7, 2013 -- Updated 1142 GMT (1942 HKT)

VEJA aqui o que significa ser um SEAL da Marinha. AQUI.
 
 

(CNN) -- Depois de anos lutando em algumas das piores guerras do mundo, a ex-Seal da Marinha Kristin Beck diz que ela sabe o que quer. Eu quero ter minha vida," disse ela ao "AC360" da CNN numa exclusiva noite de quinta-feira.
 
"Eu lutei durante 20 anos pela vida, pela liberdade e pela busca pela felicidade. Eu quero alguma felicidade."
 
Beck revelou-se recentemente transexual. Ela escreveu sobre a experiência num livro, "Warrior Princess: A U.S. Navy SEAL's Journey to Coming out Transgender" (em português, "Princesa Guerreira: A Jornada de um SEAL da Marinha para se assumir como Transgênero").
 
Preso no corpo de um homem

A crônica apresenta a vida de um jovem garoto e homem, conhecido então como Chris Beck. Beck foi colocado a serviço 13 vezes em lugares como a Bósnia, Afeganistão e Iraque. Ela ganhou uma Estela de Bronze e um Coração Púrpuro ao longo da carreira.
 
Apesar de estar presa no corpo errado desde a escola primária, Beck não se assumiu até que deixou o militarismo em 2011. Fazer isso muito cedo seria rico demais. Homens e mulheres transgênero não podem servir.
 
"Esse era um risco que se eu tivesse corrido, poderia estar morta hoje," diz ela.
 
"Há muito preconceito por aí. Muitas pessoas transgênero já foram mortas por preconceito, por ódio. Quando o livro foi lançado recebeu algum apoio e elogio, mas também alguma intolerância e ódio."
 
Beck diz que não precisa que as pessoas amem, ou até gostem dela.
 
"Mas eu não quero que me batam ou me matem. Você não tem que gostar de mim, eu não ligo. Mas, por favor, não me mate."
 
"Ninguém jamais conheceu meu verdadeiro eu."
 
Beck explica que durante os anos de seu ocultamento como se fossem uma cebola. Lá no fundo, sob várias camadas, ela escondia sua identidade feminina.
 
"É uma constante, mas à medida que você a suprime e a engarrafa, ela não corresponde à superfície," disse ela. "Você nunca notaria, porque eu posso recalcar tudo isso bem fundo, mas, depois, isso, tipo, te rói. Então, está sempre lá."
 
Olhando para trás, Beck acredita que ela pode ter desejado se tornar uma SEAL, porque eles são "os mais durões entre os durões." Ela pensou: "Eu poderia espantar tudo isso se eu pudesse estar no nível mais alto... Talvez, eu pudesse curar a mim mesma." Mas o sentimento de ter nascido no corpo errado nunca foi embora. E durante toda a sua carreira, Beck manteve a boca fechada. Ela diz que virtualmente ninguém, entre as milhares de pessoas com ela trabalhou, ninguém sabia do seu segredo - estava bem escondido.
 
"Ninguém jamais conheceu meu eu real," disse ela.
 
Apesar de sua identidade estar escondida, tudo o mais que Beck ofereceu era verdadeiro.
 
"Eu ofereci verdadeira fraternidade. Eu fiz o melhor. 150% o tempo todo, e eu dei força e honra e toda a minha fraternidade a cada pessoa militar com quem eu trabalhei."


Fonte: CNN (tradução Sergio Viula para o Blog Fora do Armário)

Comentários