ESCÂNDALO NA IGREJA CRISTÃ MARANATA





Aqui no Rio de Janeiro, nada se falou sobre esse escândalo de uma das igrejas que mais crescem no Brasil. Vejam e divulguem. Quem sabe os dormentes acordam?


Os textos dos links abaixo podem ser encontrados na seção "anexos" logo abaixo. Fiz isso para evitar que os textos sejam retirados do ar por qualquer motivo e percamos informações preciosas colhidas e publicadas pelo jornal A GAZETA, que fez um excelente trabalho.

Sergio Viula


IGREJA CRISTÃ MARANATA - VÍDEO DA MATÉRIA EM VÁRIOS JORNAIS:



Pastores da Igreja Maranata são presos no Espírito Santo:
http://g1.globo.com/espirito-santo/videos/t/todos-os-videos/v/pastores-da-igreja-maranata-sao-presos-no-espirito-santo/2454628/

Pastores da Igreja Maranata são presos no Espírito Santo:










Além do vídeo, você pode acessar a matéria do Gazeta Online - IGREJA CRISTÃ MARANATA - Escândalo financeiro - Até o presidente da igreja caiu. Veja a matéria do jornal: http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2012/02/noticias/a_gazeta/d...


E com todas as provas, pastores da Igreja Maranata ainda estão movendo ação contra o Gazeta. Essa gente adora a censura, a ditadura, porque assim podem agir criminosamente sem serem pegos: http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2013/04/noticias/cidades/14...



DIA 24/06/13: O presidente deposto da Maranata foi preso. Novo presidente avisa: As igrejas terão que prestar contas da arrecadação: 




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ANEXOS
Aqui estão os textos dos links acima para evitar que se percam, caso sejam retirados do ar por algum motivo.



GAZETA ONLINE:


Igreja Maranata: dízimo desviado em fraude milionária

Mais de R$ 20 milhões teriam ido parar no bolso de pastores

04/02/2012 - 16h41 - Atualizado em 04/02/2012 - 16h41
A Gazeta

Vilmara Fernandes e Letícia cardoso

Um esquema de corrupção para desviar recursos provenientes do recolhimento do dízimo foi montado na cúpula da Igreja Cristã Maranata, com o envolvimento de pastores, diáconos e até fornecedores. A ação, identificada em uma investigação da própria instituição, foi parar na Justiça. Nela, aparece o nome do vice-presidente, Antônio Ângelo Pereira dos Santos. Estimativas iniciais da igreja indicam que o rombo é de, no mínimo, R$ 21 milhões. Mas a ação protocolada na Justiça pede o ressarcimento de R$ 2,1 milhões.



A Igreja Cristã Maranata é uma das que mais crescem no país. 

A diretoria da Maranata diz que a situação é grave e que já adotou as providências contra as irregularidades que vinham sendo praticadas (veja na pág. 6). Uma delas foi afastar três pastores e um diácono das funções administrativas e religiosas.

O caso está sendo investigado pelo Ministério Público Estadual. Em nota, o MP adiantou que os documentos exigem melhor apuração, mas apontam para várias irregularidades e crimes. Diz ainda que, se aproveitando da isenção de tributos que as igrejas possuem e da boa-fé dos fiéis, pastores estariam usando bens da igreja em benefício próprio. A lista de prováveis crimes praticados inclui desvio de recursos para o exterior, criação de empresa irregular, contrabando, fraudes ao Fisco e ao sistema financeiro.

O pastor Antônio Ângelo e o contador Leonardo Alvarenga, vice-presidente e o contador da instituição, respectivamente, são acusados de desvio


Derrame

Cerca de 5 mil templos no Brasil são administrados pelo presbitério da igreja, em Vila Velha, que concentra o dízimo doado no país. O dinheiro foi desviado desse caixa único. A igreja não informa quanto arrecada, mas sabe-se que é a segunda em número de evangélicos no Estado e uma das que mais crescem no país.

O golpe era viabilizado por notas fiscais frias, que permitiam a retirada de valores do caixa da igreja. Segundo documentos obtidos por A GAZETA, as notas eram emitidas por fornecedores do Presbitério da Maranata. Há indícios de que empresas foram criadas – em nome de laranjas – somente para essa finalidade.

O dinheiro desviado era destinado a um grupo de pastores. Além do nome do vice-presidente, as investigações chegaram ao do contador da Maranata, Leonardo Meirelles de Alvarenga. Eles foram denunciados na ação judicial aberta pela igreja. Há indícios de participação de mais pastores e funcionários. Nas apurações, envolvidos afirmaram que o dinheiro serviria para "ajudar irmãos no exterior". 

As informações fazem parte de investigação interna da igreja, que orientou uma auditoria externa, cuja análise preliminar confirma as irregularidades. "Elementos obtidos (...) são contundentes quanto à ocorrência de fraudes e desvios perpetrados pelo vice-presidente e o contador", diz trecho do relatório da auditoria citado na ação judicial.

Parte dos recursos desviados era usada na compra de carros e imóveis e no pagamento de contas pessoais. "Por várias vezes fui orientado a depositar valores na conta do Antônio Ângelo para pagamento de cartão de crédito, prestação de veículos, condomínios, compras de equipamentos", diz um funcionário ouvido na investigação.

Outra parte dos recursos era investida na compra de dólares, diz um empresário no mesmo relatório: "O valor era depositado nas contas das minhas empresas. No mesmo dia, eu comprava os dólares e os entregava no presbitério". Os dólares eram levados para o exterior nas malas de fiéis. 

Destruição

Para evitar que a prática dos crimes fosse descoberta, funcionários foram orientados a destruir cópias de recibos. "Fui orientado pelo Antônio Ângelo e pelo Leonardo a destruir todos os documentos, recibos e depósitos que não passavam pelo caixa central do presbitério para não cair em nenhum tipo de fiscalização", relata um funcionário da igreja.

Há informações de que computadores foram formatados para que os rastros dos desvios fossem destruídos. "Os HDs foram corrompidos. Programas de envio de relatórios fiscais por internet (Receitas Federal e Estadual) foram apagados", consta num dos documentos. Outro problema detectado são atrasos na contabilidade da igreja há pelo menos quatro anos.

“Um montante muito elevado, chegando a cerca de  R$ 500 mil mensais nos últimos 30 meses e R$ 6 milhões em 2010”, relatório da Igreja Maranata sobre os desvios

Produtos entravam no país sem impostos

Um dos braços da corrupção encontrada na direção da Igreja Maranata diz respeito à compra irregular de equipamentos eletrônicos. O material se destinava à montagem de um sistema de videoconferência para interligar os templos no Brasil e no exterior.

Boa parte do material foi trazida ao país de forma irregular, segundo declarações que constam na investigação interna feita pela igreja e  em documentos obtidos com exclusividade por A GAZETA.

Os depoimentos revelam que os equipamentos eram comprados fora do país e trazidos clandestinamente na mala dos fiéis. Em algumas ocasiões, os produtos vinham de Miami (EUA) para o Brasil. Em outras,  eram comprados no Paraguai, levados para Curitiba, Paraná, e, em seguida, trazidos para Vitória.

Vários documentos mostram o reflexo dessa movimentação no caixa do Presbitério da Maranata – responsável pela administração de todos os templos no Brasil –, que autorizava o pagamento dos fornecedores. Em seguida, os valores eram depositados nas contas correntes de quem fazia as compras.

Dinheiro

Em seu depoimento, o vice-presidente afastado do cargo, Antônio Ângelo Pereira dos Santos, diz que uma proposta inicial apresentada à igreja para montar o sistema de videoconferência estava orçada em R$ 24 milhões, o que levou à desistência do projeto. “O próprio Presbitério resolveu montar o sistema, que ficou em cerca de R$ 3 milhões”, afirmou.

Segundo informações da Anatel – agência responsável pelas telecomunicações no país –, a Maranata possui concessão de duas estações de transmissão e uma unidade móvel. Com esse equipamento,   consegue transmitir seus cultos para todos os cantos do Brasil, além de países do Leste Europeu, África, Europa e América.

Toda essa transação comercial, assim como o esquema de desvios, foi denunciada ao Ministério Público Estadual, que já está investigando o caso. A mesma denúncia foi encaminhada à Anatel,  à Polícia Federal e às Receitas Federal e Estadual.

Duas outras denúncias  chegaram ao Ministério Público Federal, que agora examina se tem competência para investigar o assunto ou se repassa o material para os promotores estaduais.

Ação

A ação ajuizada pela Maranata contra o vice-presidente e o contador Leonardo Alvarenga, cujas investigações da própria igreja e a auditoria por ela contratada apontam como sendo autores dos desvios, está nas mãos do juiz Robson Albanez, da 8ª Vara Cível de Vitória. O magistrado é um dos denunciados na Operação Naufrágio, que apura venda de sentenças no Poder Judiciário.
O documento foi protocolado dia 20 de janeiro, uma sexta-feira, e na segunda-feira o juiz, atendendo a um pedido da própria Maranata, decretou segredo de Justiça na tramitação do processo.

Racha

A insatisfação com o esquema de corrupção identificado na Igreja Maranata tem sido assunto frequente em blogs e redes sociais desde o fim do ano passado. Vários membros da igreja – muitos deles de forma anônima – começaram a divulgar sua insatisfação com a situação.

Parte dos relatórios de investigação da própria Maranata chegou a vazar na internet, o que levou a igreja a divulgar informativos oficiais em suas unidades sobre as providências que estavam sendo adotadas.

A medida, no entanto, não foi suficiente para um grupo de fiéis e pastores que, insatisfeito, deixou  a instituição. A justificativa apontada é que, diante das denúncias, os cultos estavam perdendo o seu sentido espiritual.

A afirmação é de Leonardo Lamego Schuler, ex-maranata e advogado do grupo que apresentou denúncias em vários órgãos pedindo investigação. “Nós nos sentimos constrangidos e insatisfeitos com a falta de informações sobre o que se passava dentro da igreja”, assinalou.

Ele critica ainda as providências já adotadas pela Maranata. Schuler assinala que elas foram tardias e sem transparência. “É um mero paliativo. Há algo maior do que o que se aponta no processo.” Ele e dezenas de outros fiéis já fundaram uma nova igreja na Enseada do Suá,  em Vitória. A nova denominação leva o nome de Igreja Cristã Louvai.

Desfalque

R$ 21 milhões - Estima-se que esse seja o valor  retirado da igreja de forma irregular.


“É difícil viver em uma igreja que parecia séria e descobrir que nela acontecia algo de tamanha gravidade”, Leonardo Schuler, advogado
Trechos da ação

“A igreja pagou um total de R$ 941 mil em notas fiscais que não correspondem a mercadorias efetivamente entregues”

“Relatório elaborado culmina com o prejuízo financeiro para os cofres da igreja equivalente a 
R$ 2,1 milhões”

“A senha do contador Leonardo Meirelles lhe dava amplos poderes,  alguns dos quais extrapolavam  os limites das atividades próprias  de contador”

“Verifica-se que documentos emitidos pela empresa do contador Leonardo Meirelles, assim como os registros da contabilidade, foram fraudulentos”

Depois do questionamento, a expulsão

“Fui usado como mula. No ano passado, foram três viagens” 
X, 28 anos, frequentava a igreja desde pequeno

“Fui um dos muitos fiéis que transportaram os equipamentos do projeto de videoconferência dos Estados Unidos para o Brasil. Fui usado como mula. Só no ano passado, foram três viagens. Trazia-os em minha bagagem, escondidos no meio das roupas. Nunca foram descobertos pela Alfândega. Após ganhar a confiança dos pastores, fui convidado pelo vice-presidente, Antônio Ângelo Pereira dos Santos, no final do ano passado, para uma outra viagem. Só que desta vez deveria levar US$ 10 mil, valor máximo permitido para entrada nos Estados Unidos, e entregar a um outro pastor. Nesse dia,  percebi que algo estava errado e o  questionei sobre a legalidade das ações do Presbitério. Não aceitei levar os dólares e fui comunicado de que seria expulso de todos os trabalhos dentro da igreja.”

"A situação  é muito grave”, diz advogado

"A situação é grave, muito grave.” A avaliação foi feita por Sérgio Carlos de Souza, advogado da Igreja Cristã Maranata – onde também atua como pastor – ao se referir ao esquema de corrupção montado na cúpula da instituição. Ao mesmo tempo, se diz tranquilo por ter a certeza de que todas as providências estão sendo adotadas para preservar a igreja e ressarcir os prejuízos ocasionados pelo desvio.

Souza relatou que, em setembro passado, a igreja recebeu denúncias de que irregularidades estavam sendo cometidas na administração do Presbitério, em Vila Velha. “Imediatamente, por ordem do presidente, Gedelti Gueiros, foi criada uma comissão para investigar as denúncias.”

“R$ 2,1 milhões é o valor estabelecido até agora como dano. Se houver novas provas, outras medidas serão adotadas”, Sérgio Carlos de Souza, advogado da Maranata
Afastamento

Foi essa comissão que identificou que, no mínimo, estava ocorrendo uma gestão muito ruim das finanças da Maranata, relata o advogado. Foi a mesma equipe que sugeriu o afastamento de três pastores – um deles o vice-presidente, Antônio Ângelo Pereira dos Santos – e do diácono que também ocupava a função de contador da igreja, Leonardo Meirelles de Alvarenga.

Após ouvir empresários que prestavam serviços para o Presbitério, pastores e até funcionários, a comissão de investigação apontou a necessidade da contratação de uma auditoria externa. “Somente parte do trabalho foi concluída”, acrescenta Sérgio.

Com base nesse relatório preliminar, a igreja protocolou na Justiça uma ação pedindo o ressarcimento de danos, no valor de R$ 2,1 milhões. O advogado adiantou que, surgindo novas provas, a instituição não se furtará em adotar novas medidas judiciais.

Além das funções administrativas, Antônio Ângelo e Leonardo também foram afastados definitivamente das funções que exerciam na igreja como pastor e diácono, respectivamente. “Eles podem frequentar os cultos por serem cerimônias públicas”, explicou o advogado da igreja.

Isenção

Sérgio garante que o presidente da Maranata não teve nenhum envolvimento com o esquema de corrupção. E mais:  ele só tomou conhecimento da situação ao receber as denúncias. “O presidente cuida exclusivamente da orientação doutrinária e da parte espiritual. Existem pessoas para cuidar dos outros setores”, afirmou.

O advogado disse, ainda, que todos os fiéis foram comunicados das medidas que estão sendo adotadas por intermédio de uma circular divulgada nas igrejas.

A igreja garante ainda que desconhece qualquer irregularidade na compra dos equipamentos destinados ao sistema de videoconferência. “Novena e cinco por cento do material foi comprado no Brasil. Só equipamentos dos estúdios foram trazidos do exterior”, pontuou Sérgio. Ele acrescenta que a direção da Maranata solicitou à Receita Federal e ao Ministério Público Estadual que investigassem todas as denúncias.

Acusados

O vice-presidente Antônio Ângelo e o contador Leonardo foram procurados por A GAZETA e decidiram não falar sobre o assunto. Leonardo disse, em nota, que só vai se manifestar na Justiça. Já Antônio Ângelo afirma que quem tem que responder por ele é a igreja e não quis informar o nome do seu advogado.




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Pastores da Maranata movem 16 ações contra a Rede Gazeta

15/04/2013 - 13h57 - Atualizado em 16/04/2013 - 15h15

Processos foram ajuizados no mesmo dia, em comarcas de quatro cidades mineiras

Vilmara Fernandes
vfernandes@redegazeta.com.br
Carlos Alberto Silva 

Igreja Maranata em Vila Velha: na cidade, fica o Presbitério, para onde é enviado o dízimo de toda a igreja

Dezesseis ações estão sendo movidas na Justiça por pastores da Igreja Maranata contra os jornais

A GAZETA e Notícia Agora, ambos da Rede Gazeta. Elas questionam matérias que vêm sendo publicadas desde o ano passado e que tratam do desvio de recursos do dízimo doado pelos fiéis. Esse esquema ocasionou um rombo no caixa da igreja, fato que a própria instituição admite.

Todos os processos foram ajuizados no último dia 21 de fevereiro, em comarcas de quatro cidades mineiras: Belo Horizonte, Betim, Contagem e Divinópolis. São locais distantes da sede comercial da Rede Gazeta, em Vitória, o que força o deslocamento de advogados que farão a defesa da empresa. “É uma conduta que se caracteriza como assédio processual e tem o objetivo de impingir um alto custo para a defesa”, diz o advogado da Rede Gazeta Pablyto Robert.

Semelhanças

Apesar de terem sido protocoladas em cidades distantes, num raio de 150km, as ações guardam em comum muitas semelhanças: são assinadas pelo mesmo advogado, foram apresentadas no mesmo dia, distribuídas simetricamente – quatro processos para cada cidade – e possuem os mesmos textos.

O advogado Pablyto Robert destaca que é pouco provável 16 pessoas se sentirem ofendidas, pelos mesmos motivos, em cidades diferentes e encontrarem o mesmo advogado. E mais: difícil reclamarem na Justiça de matérias publicadas em jornais que não circulam em suas cidades. “Os sinais são claros de que há uma estratégia encabeçando essas ações”, observa Robert.

Não há dúvidas, acrescenta o advogado, de que as ações são um claro ataque à liberdade de imprensa. Acrescenta que o objetivo é um recado velado: “Se continuarem com a cobertura jornalística, as ações vão se multiplicar”.

Para o diretor-geral da Rede Gazeta, Carlos Fernando Lindenberg Neto, é lamentável o fato de que haja indícios, nas ações promovidas por pastores da Maranata, de intimidação ao trabalho jornalístico. “Estamos tranquilos, porque cumprimos o nosso papel de informar os leitores sobre o que estava acontecendo”, destaca o diretor, acrescentando que as informações foram publicadas também em defesa dos fiéis da igreja.

Ataque

Além da Rede Gazeta, outras pessoas foram alvo de ameaças e processos, como os promotores do Grupo de Atuação e combate ao Crime Organizado (Gaeco), que conduzem as investigações. Eles foram denunciados até no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

No mês passado, quatro pastores – incluindo o presidente interino da Maranata – foram presos sob a acusação de ameaçar testemunhas. Uma delas foi uma juíza que depôs à Polícia Federal, afirmando ter sido ameaçada em seu gabinete. O objetivo era garantir que fossem alterados depoimentos já prestados sobre o desvio de recursos do dízimo. De pelo menos 20 pessoas ameaçadas sete chegaram a alterar suas declarações após intimidações.

Investigação

Já há até uma solicitação de investigação contra um promotor de Minas Gerais – Marco Antonio Picone Soares –, mesmo Estado onde tramitam as ações contra a Rede Gazeta. A proposta é do juiz da Vara de Central de Inquéritos, Marcelo Loureiro, que autorizou o empréstimo de provas para o Ministério Público Estadual de Minas Gerais para que se abrissem investigações contra o promotor, que é pastor da Maranata.

Picone é apontado como uma das pessoas que ameaçaram a juíza. O MP mineiro não confirmou a abertura de processo contra o promotor, alegando que esse tipo de ação tramita na Corregedoria, em sigilo.

Textos das ações são todos iguais

As argumentações e os textos das 16 ações movidas contra a Rede Gazeta são exatamente iguais. “Em cada processo só muda o nome da pessoa e a cidade”, explica o advogado da Rede Gazeta Pablyto Robert.

Com as mesmas frases e expressões, os pastores alegam que se sentiram ofendidos com as reportagens e “que as notícias estão embasadas em especulações e denúncias sem conhecimento oficial”, diz o texto das ações. Há ainda acusações de que a Rede Gazeta “violou os limites da liberdade de manifestação” ao publicar matérias “que não condizem com a verdade dos fatos”. Acrescentam que não possuem com a igreja “vínculo empregatício nem remuneração”.

Todas as matérias publicadas pela Rede Gazeta decorrem de denúncias de fiéis e de investigações da própria igreja. E também de processos que tramitam na Justiça, fruto de outras investigações, feitas por Ministério Público Estadual e Federal, Polícia Federal e Receitas Federal e Estadual. O material está respaldado por documentos obtidos pelos jornalistas da Rede Gazeta.

Universal processou Folha de S. Paulo

Pastores e membros da Igreja Universal moveram, em 2008, ações contra o jornal Folha de S. Paulo e contra a jornalista Elvira Lobato. Eles também alegaram na Justiça que se sentiram ofendidos com a publicação da reportagem “Universal chega aos 30 anos com império empresarial”, publicada em dezembro de 2007.

A maioria dos processos foi ajuizada em comarcas remotas, em vários Estados brasileiros, levando o deslocamento de advogados e jornalistas pelo país afora. E os adeptos da Igreja Universal também utilizaram, em suas ações, textos semelhantes e até as mesmas frases.

Todas as ações da Universal foram rejeitadas pela Justiça. A última decisão foi confirmada posteriormente pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

A série de processos movida pela igreja foi classificada pelo juiz Edinaldo Muniz dos Santos como “assédio judicial”. Ao todo, foram movidas três ações pela Universal e 110 por seus fiéis contra o jornal Folha de S. Paulo.

O outro lado Igreja: se ganharem na Justiça, pastores vão doar valor das indenizações

Em nota, a Igreja Maranata informou que “não está processando qualquer órgão de imprensa nem teve influência sobre a decisão de 16 pastores que julgaram ter suas honras ultrajadas pela maneira como o jornal divulgou reportagens”, diz a nota. Acrescentou que “os pastores ingressaram no Juizado Especial Cível, como pessoas físicas, pois julgaram que o jornal extrapolou na forma como retratou símbolos sagrados para a Igreja, como a Bíblia”. Informa ainda que não foi consultada a respeito dos processos e que os pastores estão sendo representados por um único advogado por se tratar de uma causa comum a todos. Informa ainda que, “caso sejam julgadas procedentes as ações, os pastores concordaram em doar o valor integral das indenizações a uma instituição de apoio a menores”. Já o promotor Marco Antonio Soares Picone informou que apresentou a sua defesa aos órgãos competentes.




Fonte: A Gazeta


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Novo interventor da Maranata abre igreja para ex-pastores e obriga templos a mostrarem quanto arrecadam de dízimo

24/06/2013 - 09h32 - Atualizado em 24/06/2013 - 18h54

Nove pessoas ligadas à cúpula da igreja - incluindo seu fundador, Gedelti Gueiros - estão presas

O novo interventor da Igreja Cristã Maranata, o engenheiro Antônio Fernando Barroso Ribeiro, é ex-membro da igreja e já anuncia algumas medidas à frente da instituição. Em nota divulgada à imprensa, ele afirma que a igreja está aberta a ex-membros que tenham se desligado da igreja devido às denúncias de desvio de dinheiro do dizimo.  

Gedelti Gueiros, presidente afastado da Igreja Maranata, foi preso após operação de cumprimento de mandado pela Polícia Civil
Na manhã desta segunda-feira (24), nove pessoas ligadas à cúpula da Igreja foram presas, por determinação da Justiça. Entre eles está o presidente afastado da igreja, Gedelti Gueiros, um dos fundadores da Maranata.  A decisão judicial ainda destituiu do cargo o interventor Júlio César da Costa O Ministério Público sustenta que Júlio César não é imparcial para ocupar o cargo, já que possui ligação íntima com os denunciados.  

"Aos pastores e membros que deixaram a Igreja Cristã Maranata, digo-lhes que, sentindo no coração o desejo de retornarem poderão escolher a  Igreja Cristã Maranata que desejarem se reunir, e serão recebidos com as mesmas honras e funções que sempre desfrutaram", diz a nota. 

O interventor anunciou, ainda, a extinção do Conselho Presbiteral da instituição. "Os assuntos de natureza espiritual das igrejas serão tratados por um grupo de conselheiros constituído por sete pastores", esclareceu.  Além disso, o interventor estabeleceu a obrigatoriedade da publicação mensal, nas igrejas, da receita proveniente de dízimos e ofertas, e vai disponibilizar um telefone 0800 para os fiéis falarem diretamente com o Presbitério. Outra medida anunciada é o fim das transmissões via satélite nas reuniões de jovens e a abertura do sinal da Rádio Web Maanaim ao público em geral. 

"Tenho em minhas mãos a responsabilidade diante de Deus e dos homens de resgatar o respeito, a credibilidade e a honradez que esta instituição construiu por longos anos", diz a nota. E continua: "Deixo claro que serei extremamente rigoroso com aquilo que pertence a Deus, não permitindo em hipótese alguma práticas ilícitas que contrariam os bons costumes da Palavra de Deus, levando os que cometerem estes atos às mãos da Justiça para que sejam julgados e punidos segundo o rigor da Lei".

Confira as medidas anunciadas pelo interventor: 

1- As reuniões de jovens deverão ser conduzidas pelas professoras e ou professores da Igreja local, em dia e horário que melhor se adeque às necessidades de cada Igreja, já que não haverá mais transmissão via satélite para esta finalidade, podendo até mesmo ser realizada no mesmo horário do culto, na sala anexa ao templo

2 - A Escola Bíblica Dominical não receberá mais o sinal via satélite, devendo os Estudos Bíblicos serem ministrados de forma presencial, segundo a necessidade de cada Igreja  3 - O Presbitério Espíritosantense disponibilizará em seu site estudos bíblicos e mensagens da Palavra de Deus, que por conveniência do pastor local, poderão se valer dos mesmos, não sendo obrigatório o uso desta ferramenta

4-  O Presbitério Espíritosantense estará buscando os meios legais para que a “Rádio Web Maanaim” se torne uma emissora aberta, possibilitando ao público seu acesso através das ondas do rádio

5- O tesoureiro deverá  fazer a fixação mensal, no quadro de aviso das igrejas, do balancete, assinado pelo pastor e pelos tesoureiros, contendo as receitas provenientes dos dízimos e ofertas, bem como das despesas (não devendo conter nome das pessoas que contribuíram para preservação de sua privacidade),  bem como os valores enviados ao Presbitério Espíritosantense

6 - Os pastores e membros que deixaram a Igreja poderão escolher o templo que desejarem para se reunir, e serão recebidos com as mesmas honras e funções que sempre desfrutaram

7 - Todo o excesso de gasto de qualquer natureza que for detectado nas contas do Presbitério Espíritosantense será suspenso

8 - O Conselho Presbiteral está extinto. Os assuntos de natureza espiritual das igrejas serão tratados por um grupo de conselheiros constituído por sete pastores

9 - A estrutura de coordenação das áreas permanecerá no modelo atual, devendo seus coordenadores se reportar diretamente ao Grupo de Conselheiros do Presbitério Espíritosantense

10 - Deverão também os pastores das igrejas enviar mensalmente ao Conselho de Pastores, através do site do Presbitério Espíritosantense, um relatório contendo informações relativas a suas Igrejas

11- Estará disponível no horário comercial um telefone 0800 (ligação gratuita), que será um canal de comunicação aberto entre os membros das igrejas e o Presbitério.

Fonte: Da Redação Multimídia: 

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