Papa faz campanha contra o casamento gay, mas veja o que Bento XVI não comenta


Igreja se aproxima de outras religiões para combater casamento gay

  • Em discurso de Natal, papa disse que a união homoafetiva “é uma ameaça à família”
O GLOBO
COM AGÊNCIAS
Publicado:21/12/12 - 17h55
Atualizado:21/12/12 - 17h57
Discurso d eNatal foi proferido a funcionários do Vaticano no Salão ClementineAlessandra Tarantino / AP
VATICANO - O papa Bento XVI afirmou que o casamento gay é uma ameaça às fundações da família. A declaração se apoiou não só nos preceitos católicos, mas em um estudo produzido por um rabino francês, o que mostra a disposição da Igreja em se aproximar de outras religiões para reforçar a oposição à união homoafetiva. As declarações do papa foram feitas discurso de Natal aos funcionários do Vaticano, realizado no Salão Clementine, um dos pronunciamentos mais importantes do papa durante o ano.
- Não há como negar a crise que ameaça a família e suas bases, principalmente no mundo ocidental - disse o papa, de 85 anos.
Em seu pronunciamento, Bento XVI citou um artigo do rabino chefe da França, Gilles Bernheim. O trabalho "Casamento Gay, paternidade e adoção: o que sempre esquecemos de dizer" foi considerado pelo papa como "profundamente comovente". A atitude mostra uma aproximação entre a Igreja Católica e outras religiões, ao menos nesse aspecto, em um esforço para combater a ameaça que o papa chamou de "um falso entendimento sobre a liberdade".
A Igreja tem feito, em alguns países, alianças com outras religiões, como o Judaísmo e o Islamismo, para fortalecer a oposição à legalização do casamento gay, que tem ganhado força.
Nas últimas eleições nos EUA, a união entre pessoas do mesmo sexo foi aprovada pela primeira vez por voto popular, nos estados de Maryland, Maine e Washington. Com isso, o país passa a contar com nove estados onde a união é permitida. Na França, uma lei que libera “casamento para todas” deve ser votada no ano que vem, com forte possibilidade de ser aprovada. Também na Europa, na Espanha, a corte suprema confirmou uma lei que permite o casamento gay.
O papa usou argumentos antropológicos e sociológicos, para fundamentar sua argumentação. Citando o estudo de Bernheim, disse que crianças criadas por casais gays seriam mais "objetos" do que indivíduos. Além disso, o religioso defendeu que o casamento heterossexual é um compromisso para toda a vida, ameaçado pela união gay.
- Quando tal compromisso é repudiado, as figuras-chave da existência humana igualmente desaparecem: pai, mãe, filho - elementos essenciais da experiência de ser humano são perdidos.
Líder de uma comunidade gay da Itália, Franco Grillini disse que as palavras do papa não passam de "uma grande bobagem":
- Nos lugares onde o casamento gay foi aprovado, não houve consequência ao casamento hetero - disse o líder gay.
Na conta oficial do papa no Twitter, inaugurada recenemente, nenhum comentário sobre o assunto foi postado.



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COMENTÁRIO DESTE BLOGUEIRO



Por que será que Sua Insanidade, o Papa Bento XVI, não falou sobre a pedofilia e a a mutilação de meninos em instituições católicas? Isso, sim, uma ameça à humanidade, principalmente à humanidade desses meninos. http://www.foradoarmario.net/2012/03/pedofilia-e-mutilacao-de-meninos-em.html


Por que será que ele não falou das vítimas de pedofilia que o denunciaram à corte internacional? http://www.foradoarmario.net/2011/09/bento-xvi-denunciado-corte.html

Veja por quê os conservadores não podem ser contra o casamento igualitário sem contradizerem alguns de seus próprios princípios: 

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