Parada Gay de Franca (SP) registra um assassinato

Até quando gente homofóbica vai determinar quanto a vida de um LGBT vai durar?

SP: cabeleireiro é morto a facadas em Parada Gay de Franca

Da página do Athos Gls


24/10/2012:

Portal Terra



O cabeleireiro Eliano Carvalho Campos, 38 anos, foi assassinado durante a Parada do Orgulho Gay na cidade de Franca, a 343 km de São Paulo, na noite de domingo. Campos levou quatro facadas no tórax e duas no pescoço.
A vítima chegou a ser socorrida à Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos. Hudson Barbosa da Silva, 20 anos, assumiu o assassinato, foi preso e encaminhado ao 2º Distrito Policial, onde o caso foi registrado. Em seguida, a polícia encaminhou Silva para o Centro de Detenção Provisória (CDP) da cidade.
Jornal do Brasil 


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COMENTÁRIO DESTE BLOGUEIRO

O grande filósofo Pitágoras dizia "Eduquem-se as crianças e não será necessário castigar os homens." E estava coberto de razão.

Enquanto fundamentalistas e conservadores obscurantistas continuam tentando impedir a educação para a diversidade, ou seja, contra a homofobia, o racismo, o machismo, etc., centenas de pessoas continuam sendo alvo de violência movida por preconceito. É óbvio que não temos razões para crer que a educação realmente inclusiva, plenamente inclusiva, será suficiente para eliminar todas as possibilidades de violência, mas não há dúvida de que ela tenha a capacidade de reduzi-la muito, talvez a quase zero como já se vê em outros países.

Grande parte dos crimes de ódio contra pessoas LGBT são alimentados pela pregação homofóbica de igrejas fundamentalistas e desequilibradas, pelos discursos pejorativos de políticos conservadores preconceituosos, pelo humor de mau gosto que achincalha as pessoas LGBT, pela omissão das autoridades na punição de crimes desse tipo, pela omissão de pais e educadores que acham que bullying é apenas brincadeira de criança ou adolescente rebelde, e por aí vai. 

Muito disso pode ser resolvido com educação, começando em casa, passando pela escola, pelos meios de comunicação, pelas agremiações esportivas e artístico-culturais, e até mesmo pelas associações religiosas. Se isso for feito, pouco ou quase nada restará para se resolver na justiça, pois a educação prevenirá muitos desses crimes.

Isso é bom para quem deixa de ser vítima de uma agressão ou assassinato em potencial; é bom para aquele que poderia se tornar um assassino e passar anos na cadeia; é bom para as famílias de ambos que não terão por que chorar pelas consequências daquele possível crime; é bom para a sociedade que se sente mais segura e mais feliz; e é bom para o Estado que não terá que arcar com as despesas que o encarceramento acarreta.

Então, como dar ouvidos a quem é contra a educação para a diversidade e a criminalização da homofobia?

Criminalização da homofobia já!
Educação para a diversidade já!

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