Declaração da Avon Brasil sobre a polêmica causada pelos livros de Malafaia no catálogo da empresa


Esse foi o e-mail que a AVON me enviou:


AVON Brasil mencionou você em um comentário.
AVON Brasil escreveu: "Olá Fabio ReisJoão Vitor Amaral Nago e Sergio Viula. Convidamos vocês à ler o posicionamento oficial da Avon sobre esse assunto aqui: http://on.fb.me/IuSWkJ. Obrigada."


Sobre o respeito à diversidade



Publicado no Facebook por AVON Brasil, terça, 17 de Abril de 2012 às 14:50 



Com relação às manifestações de setores da sociedade brasileira, relacionadas à comercialização de alguns títulos de livros nos folhetos da Avon, a empresa esclarece que tem no respeito um de seus mais importantes valores. Com uma história de mais de 125 anos e presença em mais de 100 países, a empresa sempre pautou sua atividade comercial na busca incessante por atender às necessidades de produtos e serviços de seus consumidores, e de oferecer à mulher caminhos para o seu fortalecimento, a começar pela oportunidade de autonomia financeira.

O relacionamento com os vários grupos que formam a sociedade, e o respeito extremo por todos eles, são traços fundamentais da cultura da empresa. A Avon não apoia qualquer tipo de atitude discriminatória ou que promova desrespeito aos direitos humanos. Por isso, sempre se empenhou em atender de forma ampla e democrática a todos os públicos com os quais interage, aprendendo com estas interações e avançando com o resultado frutífero destes contatos e diálogos.

O apreço inquestionável da Avon pela diversidade está explícito na política de responsabilidade corporativa da empresa, que pode ser conhecida em detalhes em http://bit.ly/ILCb7W . Esse comprometimento, inclusive, motivou recentemente uma pontuação de 100% no Índice Corporate Equality Index (2012), compilado pela Human Rights Campaign (HRC) Foundation. Convidamos todos a ler mais em http://bit.ly/HOd3cw. Links disponíveis apenas em inglês.

No que se refere à venda de livros, sempre buscamos promover a acessibilidade a títulos consagrados pelo público, a maior parte já à venda nas livrarias. A variedade de títulos contempla a diversidade de estilos de vida, religião e filosofia presentes em nosso país. Não nos cabe questionar posicionamentos pessoais dos autores dessas publicações, mas igualmente, com base em nossos valores, não aceitamos propagar qualquer conteúdo que desrespeite direitos humanos.

A experiência na venda direta nos mantem sempre atentos a opiniões e pontos de vista como os que recebemos nos últimos dias. Justamente por prezar a tolerância e o diálogo saudável e construtivo, estamos avaliando as ponderações recebidas e buscando a melhor solução para seguir atendendo nossos consumidores com base em nossos valores.

Avon Brasil






Leia EM BUSCA DE MIM MESMO. 

Veja AQUI.



Comentários

  1. Totalmente contraditória, "Não nos cabe questionar posicionamentos pessoais dos autores dessas publicações, mas igualmente, com base em nossos valores, não aceitamos propagar qualquer conteúdo que desrespeite direitos humanos." A Avon Brasil está indo totalmente contra princípios básicos: não lê o que vende e por isso passa atestado de que concorda cegamente, ou seja, demonstra não ter opinião própria...."prezar a tolerância e o diálogo saudável e construtivo"........bom, vão avaliar. Eu me pergunto se não estamos lidando com algo muito pior do que apenas isso. Ou seja, vamos sair dos livros desse tipo. Isso quer dizer que amanha se alguém escrever um livro a favor da morte de pessoas LGBT´s, como certos grupos já fazem, e na capa estiver uma criancinha com uma rosa, a empresa vai vender no catálogo? Uma certa empresa de tênis usa mão de obra escrava..... vou comprar tênis deles? De outra forma, nós não temos a cultura de agir politicamente, porque misturam com política partidária e assim consumimos qualquer lixo sob a ótica de que seu movimento não vai fazer a menor diferença no montante da compra.As pessoas não tem ideia do poder que tem nas mãos.

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  2. Perfeito, Roberto Luiz!

    Seu comentário acerta em cheio o cerne da questão.

    Abraço forte,
    Sergio Viula

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