Pedofilia e mutilação de meninos em instituições católicas


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Jornal: Igreja Católica pode ter castrado menores homossexuais

20 de março de 2012  03h41  atualizado às 04h07 SITE DO TERRA


Pelo menos dez menores de idade podem ter sido castrados por médicos de uma instituição católica na província holandesa de Gelderland, nos anos 50, de acordo com o jornal NRC Handelsblad. A publicação resgatou a história de Henk Heithuis, que foi mutilado em 1956, então com 20 anos (no país a maioridade civil é alcançada aos 21), e morreu em um acidente de carro dois anos depois. A justificativa dos religiosos para o crime seria "curar a homossexualidade dos garotos".

De acordo com levantamentos do jornalista Joep Dohmen, há evidências de ao menos outros nove casos semelhantes aos de Heithuis. "Há casos anônimos que já não podem mais ser confirmados. Ainda devem haver muitos outros, mas a questão é se aqueles garotos, hoje idosos, vão querer contar suas histórias", constatou.

Dohmen encontrou registros de que Henk Heithuis denunciou padres que o abusavam sexualmente em 1956. Os clérigos foram presos e o garoto foi encaminhado para o Hospital St. Joseph, um centro psiquiátrico católico na cidade de Veghel.

Documentos relatam que Heithuis foi castrado no hospital por "sua própria vontade", apesar de não haver assinatura da vítima. Testemunhas contam que os médicos removeram os testículos do paciente como um "tratamento anti-homossexualidade" e uma punição por prestar queixa contra padres.

Cornelius Rogge, um famoso escultor da época, denunciou a mutilação a outros membros da igreja, mas foi ignorado. Hoje com 79 anos, ele relembra o caso: "uma vez pedimos para o Henk abaixar as calças e vimos aquilo. Ele foi completamente mutilado, fiquei em choque", conta.

Há ainda evidências de que Vic Marijnen, ex-primeiro ministro holandês, colaborou para encobrir os crimes. Em 1956, como presidente do grupo que castrou Henk e outros menores de idade, ele absolveu padres acusados de abusos de punições.

Atas de reuniões da década de 50 mostram que inspetores do governo participaram de reuniões onde as castrações foram discutidas e, em comum acordo com membros da Igreja Católica, optaram por não levar o assunto ao conhecimento dos parentes das vítimas.


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