Secretário Geral da ONU e os direitos LGBT

O Secretário Geral da ONU, Ban Ki-moon, disse aos líderes africanos que devem respeitar os direitos LGBT, no seu discurso na abertura de uma reunião de cúpula este domingo.

Ban disse que "Uma forma de discriminação ignorada ou mesmo sancionada por muitos estados há demasiado tempo foi a discriminação baseada na orientação sexual ou identidade de género". Acrescentando que esta atitude levou "os governos a tratar as pessoas como cidadãos de segunda classe ou até mesmo os criminosos".

O Secretário Geral concluiu que é um desafio confrontar estas dicriminações "mas não devemos desistir de as idéias da declaração universal" dos direitos humanos.

O discurso foi proferido por ocasião da XVIII Cimeira da União Africana, em Addis Abeba, Etiópia que reúne mais de 50 nações.

No continente, África do Sul apresenta um ambiente legalmente mais amigável dos LGBT, incluindo o reconhecimento do casamento civil. Mas mesmo assim são relativamente frequentes relatos de violações a mulheres lésbicas e outras situações de abuso.

Alguns países, como o Uganda, já têm leis que criminalizam os atos sexuais entre homens, mas apresentaram planos para agravar penas, incluindo pena de morte. Ainda são claramente mais os casos de países africanos que perseguem as pessoas LGBT do que os que defendem os seus direitos.

Comentários