São Paulo, à frente das agressões homofóbicas no Brasil


São Paulo, à frente das agressões homofóbicas no Brasil 
(cartaz divulgado internacionalmente e aplaudidíssimo rendeu matéria na França também)

Por Anne Vigna samedi 01 octobre 2011, à 11h27 | 1790 vues
Um estudo do ministério brasileiro dos Direitos do homem revela o número inquietante das violências homofóbicas no país, quer elas sejam físicas ou psicológicas.

São Paulo, en tête des agressions homophobes au Brésil

Par Anne Vigna samedi 01 octobre 2011, à 11h27 | 4761 vues
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Une étude du ministère brésilien des Droits de l'homme révèle le nombre inquiétant des violences homophobes dans le pays, qu'elles soient physiques ou psychologiques.


«Etre gay n'est pas bizarre, l'homophobie est bizarre», uma campanha realizada pela associação Grupo gay da Bahia.
É um estudo que não surpreenderá ninguém no Brasil e que confirma um fato bem conhecido da comunidade LGBT: mesmo se São Paulo acolhe cada ano «a gay pride maior do mundo», é também a cidade onde o número de agressões homofóbicas é o mais elevado no Brasil. Foi em todo caso a conclusão da pesquisa do ministério dos Direitos do homem, que mostra que apesar dos engajamentos reais do Estado brasileiro, as mentalidades evoluem bem pouco no país. Depois do início do ano de 2011, o serviço de denúncia gratuito e anônimo Disque 100 está aberto à comunidade LGBT. O ministério encarregado desse serviço acaba de tornar público uma pesquisa sobre os seis primeiros seis meses de utilização. De janeiro a junho, o serviço recebeu 630 denúncias anônimas em seguida à agressões contra a população LGBT. Os ataques mais comuns são agrupados sob o termo de «violências psicológicas» (ameaças, humilhações, ataques verbais etc.) e perto de 30% concernem atos de discriminações em diferentes meios (trabalho, família, instituições). «A violência contra a comunidade LGBT não é sempre visível por marcas sobre o corpo mas ela é bem real no Brasil», comentou a ministra dos Direitos do homem, Maria do Rosário, revelando essa pesquisa ao jornal O Estado de S. Paulo.
São Paulo e Salvador da Bahia
O estudo põe à frente que se em 40% dos casos os agressores são desconhecidos, em 30% dos casos trata-se de vizinhos e em 10% dos casos, são os próprios amigos da vítima. As vítimas quanto a elas são em geral jovens - 63% têm menos de 30 anos - e em 83%, trata-se de homossexuais. A notar que 4% são heterossexuais, tomados por homossexuais ou agredidos por defendê-los. O último exemple em data desses casos é o assassinato de Marx Nunes Xavier, 25 anos, em 8 de agosto último quando ele tentava defender um jovem gay agredido por dois homens. As cidades de São Paulo e de Salvador da Bahia são os lugares da maioria das agressões homofóbicas e igualmente dos crimes. Rio de Janeiro chega bem mais longe na lista mas a municipalidade detém seu próprio serviço de denúncia anônima depois de vários anos. Segundo a associação Grupo gay da Bahia, 3196 pessoas foram mortas no Brasil entre 1980 e 2009, por sua orientação sexual. Em 2010, 260 foram assassinadas: 140 sendo gays, 110 sendo travestis e 10 sendo lésbicas.

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