Nem guarda municipal escapa da homofobia


Guarda municipal é morto a facadas em frente à Central de Polícia de Maceió
Família revelou que vítima era homoxessual, mas disse não saber a quem atribuir o crime







Atualizada às 8h53

Um guarda municipal foi morto a facadas na praia do Sobral, próximo à Central de Polícia, no bairro do Prado. Segundo um vigilante que trabalha perto do local do crime, foi possível ouvir os gritos de José Francisco de Paula na madrugada desta quarta-feira (5), mas ele não conseguiu ver o assassino.

Conforme a família, José era homossexual assumido. A área onde o crime ocorreu é conhecida como ponto de prostituição. O Instituto de Criminalística realizou a perícia no local do crime. A vítima foi esfaqueada cerca de 20 vezes. As investigações serão feitas pelo 1° Distrito de Polícia Civil.

Segundo a inspetora Simone Lima, da Guarda Municipal, a homossexualidade de José pode ter sido a causa do crime. “Ele era muito tranquilo e mantinha uma postura correta no trabalho, mas ele pode ter sido morto por ser gay, sim”, disse.

O presidente do sindicato dos Guardas Municipais, Cleis Ricardo, disse que não dá mais pra esperar que a violência diminua. “Dia 10 de outubro é comemorado o Dia do Guarda Municipal, mas nós não temos o que celebrar. Ele é o segundo guarda assassinado em duas semanas. Quatorze profissionais foram assassinados em Alagoas desde 2008, sendo oito deles em Maceió.



Fonte: Gazeta Web

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