Nova York legaliza casamento homoafetivo.


Nova York legaliza casamento 

homoafetivo.


LGBTs comemorando o resultado histórico.
Em uma decisão histórica, Nova York, berço do movimento LGBT e o Estado mais populoso dos EUA, com cerca de 19 milhões de pessoas - mais do que a população combinada dos outros cinco estados que atualmente permitem o casamento gay - se tornou nessa sexta-feira, 24 de junho, o sexto Estado americano a aceitar legalmente o casamento entre pessoas do mesmo sexo. levando em consideração o peso político e a população de Nova York, é como se um País tivesse tomado tal decisão.

A votação aconteceu depois de dias de negociações, adiamentos, rumores, reuniões a portas fechadas e muita frustração por parte dos advogados.

O ponto de discórdia, foi a exigência republicana por uma maior proteção legal para os grupos religiosos, que temiam ser acusados e processados por discriminação, se eles se recusassem a realizar casamentos homoafetivos.

Logo após a votação, o Governador Andrew Cuomo, assinou projeto de lei, nem esperou o prazo de dez dias a que tinha direito, dando seguimento a uma promessa de colocar seu nome na legislação e entrar para a história. Até porque, ninguém seria tolo de perder uma oportunidade como essa.

"Nova York finalmente derrubou a barreira, que tem impedido casais do mesmo sexo de exercer a liberdade de se casar e de receber as proteções fundamentais, que tantos outros casais e famílias têm", disse Cuomo.

A votação foi apertada, 33 favoráveis e 29 contrários. As galerias estavam lotadas de LGBTs, que aguardavam ansiosos o resultado. E a vitória só foi possível porque os senadores republicanos indecisos Stephen Saland e Mark Grisanti, mudaram seu voto para "sim", momentos antes da votação do projeto. Saland reconheceu que irá decepcionar muita gente, mas afirmou também que, "estava fazendo a coisa certa tratando todas as pessoas com igualdade, e que a igualdade se inclui na definição de casamento". Casais gays que estavam nas galerias, choraram durante o discurso de Saland. Já Grisanti alegou ter mudado seu voto após fazer uma pesquisa. "Quem sou eu para dizer que alguém não tem os mesmos direitos que eu tenho com a minha mulher, a quem eu amo?" Disse ele.

Como não poderia deixar de ser, a Conferência dos Bispos Católicos de Nova York, emitiu uma nota dizendo que eles estavam "profundamente decepcionados e preocupados" com a aprovação da lei do casamento gay, porque isso mudaria a "compreensão histórica do casamento".

"A passagem pelo Legislativo desse projeto de lei, pode alterar radicalmente e para sempre, a compreensão histórica da humanidade sobre o casamento, e isso nos deixa profundamente decepcionados e preocupados", disse o Arcebispo de Nova York Timothy M. Dolan. Como são dramáticos esses religiosos!

Ao final da votação, a comemoração foi geral. Várias celebridades elogiaram o resultado da votação no Senado. Entre elas, Lady Gaga, que fez campanha para o projeto de lei, e não conseguia parar de chorar, "Parabéns! Já era tempo!", dizia aos prantos.

"Eu nunca estive mais orgulhosa de ser uma cidadã nova-iorquina como agora, depois da aprovação da igualdade no casamento", disse Cyndi Lauper, em um comunicado.

Nova Iorque junta-se agora a Connecticut, Iowa, Massachusetts, New Hampshire, Vermont e ao distrito especial da capital federal, Washington. Com essa aprovação, espera-se que outros Estados americanos também aprovem leis semelhantes.

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