33.500 brasileiros de 12 a 18 anos vão ter suas vidas perdidas por homicídios entre 2006 e 2012.



Um estudo divulgado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República indica que 33.500 brasileiros de 12 a 18 anos vão ter suas vidas perdidas por homicídios entre 2006 e 2012. Esse número de pessoas é superior ao de moradores do conjunto Mocambinho, em Teresina (28 mil, segundo dados do IBGE).

Mantida essa escandalosa estatística de mortes, a média de cadáveres adolescentes no Brasil será de 4.876 por ano. É mais gente do que os habitantes de Alegrete do Piauí, onde moram 4.482 almas.

Esses dados fazem parte do Índice de Homicídios na Adolescência (IHA), pesquisa realizada em conjunto pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e organização não governamental Observatório de Favelas, divulgada nesta terça-feira.

O levantamento aponta que a média de adolescentes assassinados no Brasil antes de completarem 19 anos é de 2,03 para cada grupo de mil. Para uma cidade como Teresina, com mais de 200 mil pessoas com menos de 19 anos, pode-se dizer, mantendo essa escandalosa média, que a cada ano se registrará a morte de 50 pessoas com menos de 19 anos. O número é considerado elevado, já que, segundo os organizadores da pesquisa, uma sociedade não violenta deveria apresentar valores próximos de zero.

O índice revela o risco de mortalidade por assassinato entre jovens brasileiros e estima quantos adolescentes com pelo menos 12 anos serão vítimas de homicídio antes de completarem 19 anos. Para o levantamento, foram coletados dados de 2006 sobre assassinatos de adolescentes em 267 municípios com mais de 100 mil habitantes.

Os números negativos não param. Segundo o Estudo, o risco de ser assassinado no Brasil é 2,6 vezes maior entre adolescentes negros do que entre brancos.
A pesquisa também indica que, para adolescentes do sexo masculino, o risco de ser assassinado é 11,9 vezes maior se comparado ao de mulheres na faixa de 12 a 18 anos.

O estudo traz apenas comparativos por cor e gênero e não apresenta os índices de mortes entre jovens negros, brancos, do sexo masculino e feminino.


Míriam Martinho
“O maior castigo para quem não gosta de política é ser governado pelos que gostam.” Arnold Toynbee, historiador inglês (1889/1975).
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